Brasília (DF) – O Ministério da Educação abriu a consulta pública para as vagas da nova etapa do Sistema de Seleção Unificada, o Sisu+. Interessados em ingressar em universidades públicas no segundo semestre de 2026 já podem navegar pela plataforma oficial, que permite filtrar cursos, cidades e estados. Ao todo, 34 instituições aderiram a este formato complementar.
O sistema busca otimizar a ocupação de postos que, em anos anteriores, ficavam vagos devido à rotatividade natural dos alunos ou desistências. Para o governo, a centralização desses dados evita que o estudante precise percorrer dezenas de sites de universidades distintas, padronizando um processo que antes era fragmentado e, muitas vezes, confuso.
Quem deseja tentar uma vaga precisa ter realizado pelo menos uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio nos últimos três anos, além de ter participado da etapa regular do Sisu 2026. As inscrições ocorrem entre 15 e 19 de junho, também dentro do Portal Único de Acesso. No momento do registro, o candidato poderá selecionar duas opções de curso, conferindo detalhes sobre turnos, graus e as modalidades de concorrência — que incluem tanto as reservas de vagas previstas na Lei de Cotas quanto ações afirmativas específicas de cada universidade.
Critérios de seleção e datas
O sistema processará as notas do Enem de forma automática. A regra é clara: será utilizada a edição do exame que proporcionar a melhor média ponderada, respeitando os critérios definidos pelas instituições para cada curso. Após o fechamento do período de inscrições, o cronograma avança para a divulgação da chamada regular, marcada para o dia 24 de junho.
Aqueles que não figurarem entre os pré-selecionados inicialmente terão entre 24 e 26 de junho para manifestar interesse na lista de espera. O calendário de matrículas varia conforme a situação do candidato: para os aprovados na chamada regular, o processo começa no dia 25 de junho, seguindo as normas publicadas no edital de cada faculdade. Já os convocados via lista de espera iniciam essa etapa a partir de 1º de julho.
Otimização de custos
Além da óbvia facilidade para o aluno, a mudança carrega um viés de economia pública. Ao automatizar a rodagem das listas de espera, as universidades reduzem gastos administrativos com processos seletivos próprios — como vestibulares isolados para o segundo semestre. O mecanismo torna-se, na prática, uma estratégia para reduzir a ociosidade em cursos fundamentais para o desenvolvimento do país, como engenharias e licenciaturas, onde a oferta de vagas costuma ser mais alta que a demanda imediata no sistema tradicional.




























































































