Serra (ES) – O senador Sergio Moro (PL-PR) ocupou a tribuna nesta terça-feira (19) para questionar a recente substituição do delegado da Polícia Federal que conduzia as investigações sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS. O parlamentar destacou que o delegado Guilherme Figueiredo Silva atuava com autonomia nas apurações, que incluem suspeitas envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Moro apontou que a troca ocorreu sem qualquer justificativa pública ou aviso prévio ao ministro André Mendonça, do STF, relator do processo. O senador traçou um paralelo com os tempos da Operação Lava Jato, sugerindo que uma movimentação semelhante na época teria provocado uma reação popular intensa. “Causa perplexidade que, num caso dessa envergadura, os policiais tenham sido substituídos sem um motivo exposto”, afirmou durante o pronunciamento.
Diante da ausência de explicações, a oposição formalizou um requerimento para convocar o diretor-geral da Polícia Federal ao Congresso. O objetivo é forçar o órgão a prestar esclarecimentos detalhados sobre os critérios adotados para essa mudança estratégica na condução do inquérito. A medida busca garantir transparência em um processo que toca diretamente em figuras próximas ao governo atual.






























































































