Belo Horizonte (MG) – O transporte público de Belo Horizonte amanheceu nesta segunda-feira (8) sob um esquema de ajuste emergencial. A necessidade de remanejar veículos partiu das concessionárias, que tentam suprir a baixa repentina de 27 ônibus da Aviação Anchieta, consumidos por um incêndio de grandes proporções no dia anterior.
O fogo teve início na tarde de domingo, dentro da garagem da empresa situada no bairro Dom Cabral, na região noroeste da cidade. A intensidade das chamas gerou uma coluna de fumaça densa e escura, visível a quilômetros de distância. Foi uma operação complexa: 20 militares do Corpo de Bombeiros, utilizando sete viaturas, trabalharam para conter o avanço do fogo, que ameaçava um posto de combustíveis localizado no pátio e diversas edificações no entorno.
De acordo com os primeiros levantamentos, as chamas teriam começado em um terreno baldio ou em uma área de vegetação nos fundos das instalações, saltando rapidamente para a garagem onde os coletivos estavam recolhidos. Por sorte, três funcionários que estavam no turno conseguiram escapar antes que o pátio fosse tomado pelo calor. Não houve registros de feridos.
Após o controle do fogo, o efetivo dos bombeiros permaneceu no local durante o trabalho de rescaldo. Agora, a Polícia Civil assume o caso, conduzindo uma investigação técnica para determinar a causa exata do sinistro e verificar se houve falha de segurança ou incidente externo.
Para o passageiro que depende do serviço, o cenário é de adaptação. A estrutura do transporte coletivo na capital mineira permite que a frota reserva seja acionada e que empresas parceiras auxiliem na cobertura das rotas. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) garantiu que as concessionárias mobilizaram suas equipes operacionais para absorver o impacto das perdas, visando minimizar atrasos e falhas na frequência dos ônibus.
A prefeitura da capital informou que está monitorando a situação de perto. Como o sistema funciona sob um modelo consorciado, o poder público reforçou que a responsabilidade final pela manutenção das viagens e pelo cumprimento dos itinerários pertence às empresas operadoras, que devem se organizar para que a perda da frota da Aviação Anchieta não se traduza em colapso nas linhas que atendem a população.
































































































