A Assembleia de Especialistas do Irã confirmou a escolha do novo Líder Supremo do país, embora o nome do sucessor permaneça em sigilo. Mohsen Heidari Alekasir, um dos representantes da província de Khuzistão na Assembleia, informou à agência Isna que a decisão foi tomada.
Alekasir destacou que “a opção mais adequada, aprovada pela maioria” foi selecionada, mesmo com a impossibilidade de uma reunião presencial. Este novo líder substituirá o aiatolá Ali Khamenei, que foi assassinado por ataques de Israel e Estados Unidos no primeiro dia da guerra.
Outro membro do colegiado, Hojjatoleslam Mahmoud Rajabi, afirmou à agência Mehr que os 88 membros da Assembleia trabalharam incansavelmente na definição do novo líder. A comunicação oficial sobre o nome eleito será feita pelo Secretariado da Assembleia de Peritos e pela Mesa Diretora.
Reações internacionais
A escolha do líder iraniano gerou reações externas significativas. O presidente dos EUA, Donald Trump, que busca uma “mudança de regime” no Irã, expressou o desejo de participar da nomeação, rejeitando publicamente a possível sucessão de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá falecido.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, foi enfático ao afirmar à NBC News que ninguém interferirá nos assuntos internos do país. Segundo ele, a eleição do líder é uma questão puramente iraniana, definida pela Assembleia de Especialistas eleita pelo povo.
A tensão é agravada pela declaração do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que prometeu assassinar o próximo Líder Supremo do Irã. Katz afirmou em rede social que o eleito será “um alvo inequívoco para eliminação”, independentemente de seu nome ou esconderijo.
Contexto e papel do líder supremo
Este cenário de sucessão ocorre em meio a um conflito devastador. Estima-se que a guerra entre Israel e EUA contra o Irã já resultou na morte de pelo menos 1.332 civis, conforme autoridades iranianas. Um ataque a uma escola de meninas ceifou a vida de 168 crianças, evidenciando os horrores do conflito.
O Líder Supremo ocupa o topo da estrutura de poder da República Islâmica do Irã, supervisionando o Executivo, o Parlamento e o Judiciário. A Assembleia de Especialistas, composta por 88 religiosos eleitos pelo voto popular, é o órgão responsável por eleger e, se necessário, destituir o aiatolá que assume essa posição vitalícia.
































































































