O emblemático Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), celebra nesta quarta-feira (6) o seu centenário. Para marcar a data, o prédio no centro da capital fluminense oferece uma semana de atividades culturais gratuitas abertas ao público, celebrando também os 200 anos do Parlamento brasileiro.
Projetado pelos arquitetos Arquimedes Memória e Francisco Cuchet, o edifício foi inaugurado em 1926 com a proposta de ser uma “nação em miniatura”. Cada ambiente do palácio foi concebido para representar um estado da federação, com doações e trabalhos artísticos que simbolizavam a união do país, reafirmando sua importância na história política republicana.
Arquitetura e legado republicano
Embora apresente uma fachada imponente com elementos greco-romanos, o Palácio Tiradentes foi pioneiro no uso do concreto armado no Brasil. Segundo o historiador Douglas Liborio, o prédio foi o primeiro a ser genuinamente planejado para abrigar o poder republicano, diferentemente de outros palácios da época, que eram adaptações de construções imperiais.
- Inovação: O uso de concreto armado marcou o início da verticalização urbana carioca na década de 1920.
- Influência: O design do palácio serviu de inspiração direta para o projeto do Congresso Nacional em Brasília, assinado por Oscar Niemeyer.
- Patrimônio: O edifício permanece como um símbolo da cidadania brasileira e um lembrete vivo sobre a preservação da nossa memória política.
Vale lembrar que o nome atual, uma homenagem ao mártir da Inconfidência Mineira, foi adotado apenas em 1936, através de um projeto de lei. Desde 1975, o espaço passou a sediar as sessões da Alerj, consolidando-se como um dos marcos mais significativos da trajetória democrática do estado do Rio de Janeiro.







































































































