Brejetuba (ES) – O mercado global de energia reagiu nesta quinta-feira (18) a uma mudança geopolítica significativa. O petróleo sofreu uma queda superior a 1%, atingindo a cotação mais baixa registrada desde o início das hostilidades envolvendo o Irã. O movimento é um reflexo direto do otimismo gerado por um pacto provisório entre Washington e Teerã, desenhado para encerrar o conflito e restabelecer o fluxo marítimo no Estreito de Ormuz.
Durante as negociações desta manhã, o Brent — a referência internacional — recuou cerca de US$ 1, fixando-se em US$ 78,45 por barril, o patamar mais baixo desde 2 de março, logo após os primeiros ataques de EUA e Israel na região. Já o West Texas Intermediate (WTI), padrão norte-americano, registrou uma desvalorização de 2%, alcançando US$ 75,18, seu ponto mínimo desde o dia 4 daquele mesmo mês.
O alívio nos preços decorre de um memorando de entendimento com 14 pontos que estabelece um prazo de 60 dias para novas tratativas. Pelo desenho do acordo, o Irã se compromete a liberar a passagem no Estreito de Ormuz, artéria vital para o transporte de combustíveis, com a normalização plena do tráfego prevista para ocorrer em até 30 dias.
Apesar do efeito imediato no mercado, o entendimento ainda é preliminar. Questões centrais, como o programa nuclear iraniano, permanecem sem resolução. Além disso, o plano inclui uma promessa de financiamento de US$ 300 bilhões pelos Estados Unidos e seus aliados para auxiliar a reconstrução econômica iraniana. Analistas observam que, embora o mercado esteja precificando agressivamente um retorno rápido dos barris iranianos, a queda nos preços pode encontrar um limite, condicionado pela recuperação da demanda global e pela necessidade de reposição de estoques.
Projeções do Goldman Sachs sugerem um horizonte claro para a cadeia de suprimentos: a expectativa é que as exportações oriundas do Golfo retornem aos níveis anteriores à guerra ainda em julho, enquanto a produção total de petróleo deve retomar o fôlego até outubro. O banco estima que a normalização exigirá um incremento de 13 milhões de barris diários passando pelo Estreito de Ormuz, elevando os fluxos para cerca de 70% da capacidade observada antes do início das tensões militares.
O mercado agora aguarda o desenrolar prático das medidas para confirmar se o otimismo diplomático será acompanhado por um fluxo constante nas refinarias e terminais de exportação ao longo dos próximos meses.






























































































