Filadélfia, Estados Unidos – A busca da França por uma terceira final consecutiva em Copas do Mundo ganhou um novo capítulo neste sábado, 4 de julho. Em duelo disputado na Filadélfia, os Bleus superaram o Paraguai por 1 a 0, assegurando a classificação para as quartas de final. Agora, o caminho francês cruza novamente com o de Marrocos — um reencontro aguardado após a semifinal de 2022 —, em confronto marcado para a próxima quinta-feira, 9 de julho, às 17h, em Boston.
O resultado foi construído com dificuldade. Sob o comando de Didier Deschamps, que promoveu a entrada de Manu Koné no lugar de Aurélien Tchouaméni, a França encontrou um Paraguai posicionado como um ferrolho. Gustavo Alfaro, técnico paraguaio, promoveu mudanças estratégicas ao escalar Gustavo Velázquez e Omar Alderete, além de Diego Gómez e outros nomes para conter o volume ofensivo europeu. A estratégia funcionou durante boa parte do confronto: embora a França dominasse 57% da posse de bola, o goleiro Orlando Gill viveu uma tarde de pouco trabalho na primeira etapa.
A tensão só foi quebrada na segunda metade do jogo. À medida que o relógio avançava, o desgaste físico começou a cobrar seu preço dos sul-americanos, que realizaram substituições forçadas por exaustão. A resistência do Paraguai ruiu aos 19 minutos, quando Désiré Doué, recém-saído do banco, costurou a defesa adversária dentro da área e foi derrubado por Diego Gómez. Após a revisão pelo VAR, o árbitro Ilgiz Tantashev confirmou a penalidade.
Kylian Mbappé assumiu a responsabilidade aos 24 minutos. Com uma cobrança precisa, o atacante superou Gill e chegou ao seu sétimo gol nesta edição do Mundial. Com o tento, o craque francês soma 19 gols em 19 partidas disputadas em Copas, mantendo uma média de um gol por jogo e encurtando a distância para a marca histórica de Lionel Messi, que contabiliza 20.
Nos minutos finais, o Paraguai tentou abandonar a cautela inicial e buscou o empate, mas a exposição defensiva abriu caminho para os contragolpes franceses. Mbappé ainda teve duas oportunidades claras de ampliar nos acréscimos, parando em intervenções de Gill. Com o apito final, a história se repetiu: assim como ocorreu em 1998, a seleção paraguaia despediu-se do torneio diante dos franceses. Para a França, o objetivo de repetir o feito do Brasil, alcançando três finais seguidas entre 1994 e 2002, segue intacto.







































































































