Estocolmo, Suécia – O uso de redes sociais por crianças e adolescentes na Europa pode sofrer uma mudança drástica caso a nova proposta da Comissão Europeia avance. O texto estabelece uma linha divisória clara: menores de 13 anos seriam proibidos de acessar tais plataformas, permitindo-se apenas contas abertas e geridas pelos pais em ambientes digitais desenhados especificamente para esse público.
A norma avança sobre as faixas etárias subsequentes. Adolescentes de 13 e 14 anos enfrentariam um modelo de uso supervisionado pelos responsáveis, acompanhado por um teto de apenas uma hora diária de navegação. A autonomia plena, com a criação de perfis independentes, só seria autorizada a partir dos 15 anos.
O impacto para as empresas do setor vai além das faixas etárias. O projeto exige a remoção de mecanismos de design voltados a manter a atenção prolongada dos usuários, como a famigerada rolagem infinita. As sanções para quem ignorar as diretrizes são agressivas: multas que podem atingir 6% do faturamento anual global da plataforma. O rito legislativo agora depende do crivo do Parlamento Europeu e dos governos dos países-membros, embora não exista uma data definida para a votação.
Mudanças no cenário político sueco
A Suécia vive dias de incerteza institucional após o resultado das eleições parlamentares do último domingo, dia 13. O bloco de centro-esquerda, encabeçado pelos social-democratas, assegurou 146 das 349 cadeiras do Parlamento, superando em três assentos a coalizão de direita liderada pelo primeiro-ministro Ulf Kristerchoon.
Diante do revés nas urnas, Kristerchoon oficializou sua renúncia ao cargo. A tarefa de costurar uma maioria e formar um novo governo recai agora sobre Magdalena Andersson, ex-primeira-ministra e principal figura dos social-democratas.
Tensões entre Washington e Teerã
Nos Estados Unidos, a Câmara dos Representantes reiterou seu desejo de frear a autonomia do presidente Donald Trump na condução de hostilidades contra o Irã. Em uma resolução aprovada recentemente, o legislativo determinou a retirada de tropas americanas envolvidas em ataques contra o território iraniano, salvo nos casos em que o Congresso declare guerra formalmente ou autorize o uso da força militar.
Este é o terceiro movimento desse tipo realizado pela Câmara desde que o conflito escalou, em 28 de fevereiro. A eficácia da medida permanece em xeque, visto que o texto ainda precisa passar pelo crivo do Senado. Até hoje, iniciativas semelhantes foram barradas no Congresso e nunca chegaram à mesa do presidente na Casa Branca.










