Brasília (DF) – O Inep liberou o acesso aos resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica relativo ao ano de 2026. A consulta, já disponível no painel de resultados do portal oficial do instituto, permite a verificação das matrículas presenciais computadas nas redes estaduais e municipais de ensino, organizadas por estado.
Com essa etapa inicial concluída, abre-se uma janela de 30 dias para que os responsáveis pelo envio das informações realizem ajustes ou corrijam inconsistências detectadas nos dados. O procedimento deve ser executado diretamente pelo Sistema EducaCenso. A precisão deste processo é fundamental, já que os números alimentam o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) até o dia 11 de dezembro.
A relevância técnica dessa movimentação é clara: esses indicadores são a base matemática para definir os coeficientes de distribuição de recursos do Fundeb — o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Qualquer distorção aqui tem efeito direto no financiamento das políticas públicas educacionais em todo o país.
Para o próximo ano, o calendário estabelece o dia 1º de fevereiro de 2027 como a data de divulgação das sinopses estatísticas e do consolidado da primeira etapa do Censo. Logo na sequência, terá início a segunda fase da coleta, voltada à situação dos estudantes. Entre 1º de fevereiro e 12 de março de 2027, diretores e gestores escolares deverão reportar o rendimento e o movimento dos alunos declarados anteriormente, detalhando casos de aprovação, reprovação, abandono ou transferência.
A partir de 1º de abril de 2027, o Inep pretende liberar as taxas preliminares de rendimento e os respectivos relatórios por unidade de ensino. O fechamento total do ciclo de indicadores de rendimento escolar de 2026 está agendado para o dia 14 de maio de 2027.
Mais do que um exercício burocrático, o levantamento funciona como a espinha dorsal para o monitoramento e o desenho de estratégias educacionais. A qualidade desses dados impacta diretamente na forma como o governo avalia o desempenho do sistema e distribui os investimentos necessários para a melhoria da aprendizagem.












