Pequim, China – O domingo, dia 11 de outubro de 2026, reservou um capítulo importante para o tênis brasileiro. Luisa Stefani, ao lado da parceira canadense Gabriela Dabrowski, ergueu o troféu do WTA 1000 de Pequim, na China. Com uma exibição de gala, a dupla superou a tcheca Katerina Siniakova e a chinesa Shuai Zhang, sétimas no ranking mundial, com um placar contundente de 2 sets a 0, parciais de 6/1 e 6/2.
Esta vitória marca o quinto título da temporada para Stefani, um desempenho que consagra 2026 como o ano mais vitorioso de sua trajetória profissional. A paulista de 29 anos superou a marca de 2025, quando conquistou quatro torneios jogando ao lado da húngara Timea Babos. Ao final da partida, Stefani destacou a exigência técnica que o confronto final impôs à dupla.
A parceria entre a brasileira e a canadense não apenas domina as quadras, mas também mostra uma evolução constante. Dabrowski não escondeu o orgulho pelo progresso apresentado em quadra, reforçando o entrosamento que as levou ao topo. Antes da conquista em Pequim, a dupla já havia vencido o WTA 1000 de Dubai, o WTA 500 de Estrasburgo e os torneios WTA 250 de Eastbourne e o SP Open. Em torneios do Grand Slam, elas acumulam um vice-campeonato em Wimbledon e uma semifinal no US Open.
O calendário, porém, não oferece espaço para longas celebrações. Já nesta segunda-feira (12), as duas entram em quadra para o WTA 1000 de Wuhan, também em solo chinês. O torneio é estratégico: caso conquistem o título, Stefani e Dabrowski podem assumir a liderança do ranking anual. Atualmente, o topo da lista é ocupado por Katerina Siniakova e a norte-americana Taylor Townsend, com uma vantagem inferior a 700 pontos.
Após a etapa de Wuhan, o cronograma segue para o WTA 500 de Tóquio, no Japão. O encerramento da temporada ocorrerá entre 8 e 15 de novembro, com a disputa do WTA Finals, em Indian Wells, nos Estados Unidos, que reúne as oito melhores parcerias do circuito. Em 2025, Stefani alcançou a final deste mesmo evento.
A campanha vitoriosa em Pequim foi uma demonstração de consistência. Durante a competição, a dupla Brasil-Canadá passou por cinco rodadas sem sofrer grandes sustos, com destaque para a vitória apertada nas quartas de final contra a italiana Sara Errani e a também italiana Jasmine Paolini. Na semifinal, precisaram superar Elise Mertens e Diana Shnaider em um confronto mais equilibrado, resolvido apenas no match tie-break. No duelo decisivo, a superioridade foi absoluta, consolidando a atual fase excepcional de Stefani no circuito profissional.












