Vitória (ES) – O Kremlin descartou nesta quarta-feira (13) qualquer conexão entre um eventual pacto para o envio de diesel aos Estados Unidos e os termos diplomáticos envolvendo a estagnação das negociações de paz na Ucrânia. A negativa surge em um momento de acirramento bélico, marcado por um bombardeio russo a um centro educacional no oeste ucraniano, que resultou em pelo menos 25 feridos.
A dinâmica dos confrontos permanece volátil. Desde o último fim de semana, a intensidade dos ataques mútuos aumentou, culminando na desativação forçada de um datacenter russo atingido por uma ofensiva de drones ucranianos.
Confronto em Paris
Do outro lado da Europa, o cenário é de conflito nas ruas. Em Paris, tropas de choque reprimiram hoje estudantes que protestavam na capital francesa. O uso de gás lacrimogênico forçou a dispersão da multidão, resultando em diversas prisões. Relatos indicam que manifestantes revidaram o avanço policial arremessando granadas de volta contra os agentes.
O movimento, que se arrasta há cerca de um mês, ultrapassou a pauta original por melhorias nas condições de ensino. Agora, a insatisfação também mira a atuação das forças de segurança e a gestão do governo francês, unindo estudantes do ensino médio, universitários, professores e representantes sindicais sob uma mesma bandeira de contestação.
Crise humanitária no Congo
Enquanto o continente europeu lida com o endurecimento das tensões, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um alerta sobre a República Democrática do Congo. O agravamento da insegurança na província de Itúri não apenas desabriga famílias inteiras, mas também inviabiliza as ações de combate ao ebola.
Somente ontem, confrontos armados na região deixaram ao menos quatro civis mortos e provocaram novas ondas de deslocamento populacional. Em um episódio crítico, uma unidade de saúde que prestava assistência a mais de 5 mil pessoas foi destruída pelo fogo. Diante do cenário, a ONU clama pelo estrito cumprimento do direito internacional humanitário, essencial para assegurar o acesso de equipes de auxílio às áreas mais afetadas.
O surto de ebola na região já é contabilizado como o mais devastador da história do país. Até o momento, os registros oficiais apontam mais de 9 mil casos da doença, com um saldo de, pelo menos, 4.380 mortes confirmadas.








