Recife (PE) – O cenário da animação latino-americana volta suas atenções para Recife entre os dias 20 e 29 de novembro. É nesse período que a cidade sedia o 16º Festival Animage, consolidado como o principal evento do segmento no país e uma referência técnica e criativa em todo o continente.
A edição deste ano marca uma mudança estratégica na estrutura do festival. Pela primeira vez, o evento integra uma mostra competitiva dedicada exclusivamente a longas-metragens. Paralelamente, estreia o Animage Conecta, um núcleo focado na dinâmica do mercado. O objetivo é transformar a capital pernambucana em um hub de negócios, onde o debate sobre o futuro da indústria ganha espaço entre rodadas de investimento e sessões de pitching com projetos vindos de seis países diferentes.
Os desafios que atravessam o setor ganham foco nas mesas de discussão. Temas espinhosos, como o papel da inteligência artificial na criação, os gargalos na distribuição de conteúdo e os modelos de coprodução internacional, pautam a agenda de encontros profissionais.
A formação técnica também ocupa lugar central. Estão abertas 90 vagas para seis oficinas gratuitas, com inscrições que podem ser feitas entre os dias 19 e 29 de outubro. O festival ainda aposta em masterclasses de alto nível. A abertura, em 20 de novembro, traz a animadora e diretora norte-americana Sarah de Gaudemar. Com um currículo que inclui o Emmy pelo projeto Frango Robô e passagens por produções de peso como Coraline, Anomalisa e Lego Batman: o Filme, ela compartilha suas duas décadas de trajetória no mercado global.
Dois dias depois, em 22 de novembro, o diretor chileno Hugo Covarrubias assume o comando de uma masterclass. Ele traz a bagagem de Bestia, curta-metragem que conquistou indicação ao Oscar em 2022. A lista de convidados conta ainda com nomes como o cineasta Marco Nguyen, responsável pelo longa Jim Queen, e o diretor Otto Guerra, que integra o time de O Filho da Puta.
O Animage Conecta opera de 20 a 23 de novembro, mantendo o fôlego profissional enquanto a exibição de filmes segue ocupando as salas de cinema da cidade. Com essa configuração, Recife reafirma seu papel de catalisador para a animação brasileira, conectando talentos locais às demandas e tecnologias que moldam o mercado internacional.












