Guarapari (ES) – As forças militares francesas vão reforçar o policiamento nas ruas do país no próximo sábado (24), durante uma nova onda de manifestações. O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, que prometeu um contingente massivo para garantir o retorno imediato à ordem pública. As autoridades locais também ganharam autorização para decretar toques de recolher em zonas consideradas críticas.
Enquanto o governo prepara a segurança, defensores legais apontam que o sistema prisional tem sido usado como ferramenta de intimidação para esvaziar os atos. No Tribunal de Paris, ao menos quatro salas de audiência operaram com lotação máxima para julgar casos ligados diretamente aos protestos.
A mobilização popular nas ruas da França reflete a insatisfação com o alto custo de vida, a precarização das escolas públicas, o desmantelamento de serviços essenciais e o aumento das desigualdades sociais.
No cenário internacional, o Exército da Ucrânia divulgou registros visuais do que descreve como a primeira evacuação de um soldado ferido realizada por meio de um drone. A intervenção aérea tornou-se necessária porque o terreno minado e a forte presença de aeronaves inimigas impediram o uso de veículos robóticos terrestres. Um hexacóptero com alta capacidade de carga foi adaptado para a operação, levando o militar em segurança até um ponto de atendimento médico. O conflito armado entre Rússia e Ucrânia já ultrapassa a marca de quatro anos desde a ofensiva iniciada em fevereiro de 2022.
Enquanto isso, no Oriente Médio, a crise humanitária na Faixa de Gaza ganha novos contornos com o corte de suprimentos. A agência de alimentação da ONU reduziu drasticamente o envio de mantimentos, deixando meio milhão de residentes sem assistência básica. A retração nos repasses financeiros comprometeu as operações, fazendo com que a arrecadação ficasse abaixo da metade dos patamares anteriores.
Atualmente, cerca de 1,4 milhão de pessoas sobrevivem sob condições de insegurança alimentar aguda na região, cenário agravado por uma taxa de desemprego que supera os 80%. Para sustentar as operações fundamentais em Gaza e na Cisjordânia ao longo dos próximos seis meses, as projeções indicam a necessidade urgente de captar aproximadamente US$ 450 milhões.








