Goiânia (GO) – O Teatro Rio Vermelho, em Goiânia, recebe nesta quinta-feira (22), às 20h, uma nova apresentação da temporada 2026 da Orquestra Filarmônica de Goiás. Quem não estiver na capital goiana poderá acompanhar tudo ao vivo pela Rádio MEC.
A condução do espetáculo, integrante da série “Natureza e Sons”, fica dividida entre o maestro britânico Neil Thomson, diretor artístico do grupo, e o regente convidado Jean Louis Steuerman. Este último também atua como solista ao piano, dividindo o palco com o violinista Carmelo de Los Santos.
Com apresentação de Pedro Pontes, a transmissão radiofônica abre os microfones para o “Concerto para Piano nº 7”, de Johann Sebastian Bach, peça barroca originalmente concebida para cravo e cordas. Na sequência, a programação avança para o século XX com o “Concerto para Violino e Orquestra”, do brasileiro Ronaldo Miranda, obra contemporânea focada em explorar sonoridades orquestrais inéditas. O encerramento do repertório traz a “Sinfonia nº 4, Op. 98”, de Johannes Brahms, pilar incontestável do romantismo musical.
A atual temporada da orquestra gira em torno do conceito de conectar o público ao meio ambiente por meio da música, investigando de que maneira a natureza estimulou a criatividade de compositores em diferentes épocas e regiões do planeta.
Fundada em 2012 a partir da antiga Orquestra de Câmara Goyazes, a Filarmônica de Goiás consolidou reputação internacional pela flexibilidade técnica e pelo rigor artístico. Sob a batuta de Neil Thomson, o conjunto transita com naturalidade entre o barroco e o modernismo, acumulando gravações de relevo dedicadas à música brasileira, como o registro integral das sinfonias de Claudio Santoro e o resgate de partituras esquecidas de Guerra-Peixe.
Do outro lado das ondas eletromagnéticas, a Rádio MEC mantém o posto de principal difusora do gênero no território nacional. Dedicando 80% de sua grade diária à música de concerto, a emissora equilibra composições eruditas seletas com inserções pontuais de jazz e MPB, formato que atrai ouvintes tradicionais e novos públicos.











