Colatina (ES) – O encerramento do segundo turno das eleições, no último domingo (25), desenhou uma nova configuração de poder nos estados brasileiros. A definição dos ocupantes dos palácios governamentais no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal consolidou um fenômeno de funil: a partir de 1º de janeiro de 2027, a administração das 27 unidades da federação estará sob o controle de apenas oito legendas.
O PL, mesmo sem ampliar seu domínio na rodada decisiva, preservou a hegemonia estabelecida ainda em 4 de outubro. A legenda comandará seis unidades da federação: Paraná, com Sergio Moro; Rio de Janeiro, sob a gestão de Douglas Ruas; Rio Grande do Sul, com Luciano Zucco; Rondônia, liderada por Marcos Rogério; Roraima, com Arthur Henrique; e Santa Catarina, conduzida por Jorginho Mello.
Atrás dos liberais, o PSD garantiu cinco estados após a vitória de Omar Aziz no Amazonas. A sigla já contava com as administrações do Amapá, através do Dr. Furlan; Maranhão, com Eduardo Braide; Pernambuco, governado por Raquel Lyra; e Sergipe, sob a batuta de Fábio Mitidieri.
O PP intensificou sua presença no mapa político nacional ao vencer no Acre, com Mailza Assis, e no Distrito Federal, com Celina Leão, no domingo. Somados aos triunfos de Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul, e Lucas Ribeiro, na Paraíba, o partido atinge a marca de quatro estados. O mesmo total alcançado pelo PT e pelo Republicanos.
O PT manteve a solidez de seu reduto no Nordeste. O partido assegurou a reeleição de Jerônimo Rodrigues na Bahia, Elmano de Freitas no Ceará e Rafael Fonteles no Piauí, além de emplacar Cadu de Lula no Rio Grande do Norte, sucedendo Fátima Bezerra. Já o Republicanos, que elegeu Lorenzo Pazolini no Espírito Santo, completa seu quarteto de estados com as gestões de Cleitinho Azevedo em Minas Gerais, Otaviano Pivetta em Mato Grosso e Tarcísio de Freitas em São Paulo.
Completam a lista das siglas com comando estadual o PSDB, que governa Alagoas com JHC e Tocantins com Vicentinho Júnior; o MDB, que mantém o comando de Goiás com a reeleição de Daniel Vilela; e o Podemos, que detém o governo do Pará sob a gestão do Dr. Daniel.
Essa estrutura partidária, agora definida, dita o ritmo das decisões que afetam diretamente o cotidiano da população. Aos governadores cabe a gestão de áreas vitais como saúde, segurança, infraestrutura e educação. As escolhas desses chefes do Executivo estadual incidem sobre o funcionamento de hospitais, o policiamento das ruas, a organização do sistema prisional e a execução de programas sociais. Além do papel administrativo local, esses gestores ocupam posições de peso nas negociações federativas, articulando com a União e os municípios a viabilização de obras e projetos financiados por recursos públicos.











