O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, foi marcado por um potente protesto em Brasília, onde centenas de manifestantes ergueram a voz contra a escalada da violência de gênero no Brasil. Com cartazes que estampavam o forte apelo “Parem de Nos Matar”, o ato centralizou a pauta do feminicídio, clamando por segurança e justiça.
A manifestação, que reuniu diversos grupos musicais, partidos políticos, sindicatos e coletivos feministas, ocorreu nas proximidades da Torre de TV, no coração da capital federal. O evento sublinhou a urgência de combater os recorrentes crimes contra a vida das mulheres.
Outras pautas em destaque
Além da luta contra a violência, as participantes do ato também reivindicaram o fim da jornada de trabalho 6×1, considerada exaustiva e especialmente prejudicial às mulheres, que frequentemente enfrentam uma dupla jornada de trabalho. A proposta busca aliviar a carga e promover melhores condições.
Críticas ao governo do Distrito Federal, liderado por Ibaneis Rocha, também ecoaram. A tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição estatal, foi um dos pontos questionados pelas manifestantes durante o protesto.
Contexto geopolítico e violência de gênero
A pauta internacional ganhou espaço com a denúncia do imperialismo e das ações dos Estados Unidos no Irã, Cuba e Venezuela. A crise humanitária e a ação israelense na Palestina também foram lembradas em falas e cartazes, ampliando o escopo da solidariedade feminina.
A gravidade da violência de gênero foi simbolizada pela obra “Medo”, da artista plástica Daniela Iguizzi, de 55 anos. A peça, que retrata um revólver apontado para uma mulher, ilustra a constante ameaça enfrentada por elas.
“A mulher não tem um minuto de paz. Ela não tem sossego no seu lar, no seu trabalho. Em todos os lugares podemos ser assediadas, podemos ser assassinadas”, desabafou Iguizzi, enfatizando que o medo é uma realidade para muitas brasileiras.
Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam um cenário alarmante, com 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no último período registrado, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. A coordenadora do Baque Mulher Brasília, Raquel Braga Rodríguez, reforçou a importância do ato contra essa brutalidade.
Braga Rodríguez ainda expressou o desejo de que o Pacto Nacional contra o Feminicídio, lançado pelo governo, se traduza em políticas públicas eficazes. O objetivo é que a iniciativa demonstre resultados concretos na redução desses números preocupantes, garantindo a proteção e a vida das mulheres.
































































































