A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado tem uma agenda intensa nesta quarta-feira, 11 de setembro, a partir das 9h. O dia será marcado pelo depoimento do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e avanços significativos na investigação das fraudes envolvendo o Banco Master.
Audiência com o governador
O governador Eduardo Leite será ouvido para detalhar a atuação de facções criminosas no Rio Grande do Sul. Ele apresentará as estratégias e o trabalho desenvolvido pelo governo gaúcho no combate à criminalidade organizada no estado.
Investigação do Banco Master
A CPI também foca em desvendar as complexas fraudes do Banco Master. A expectativa é que novos pedidos de quebra de sigilo e convocações de envolvidos sejam aprovados, mirando aqueles que supostamente favoreceram o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário da instituição.
Senadores como Fabiano Contarato (PT-ES), Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE) e Humberto Costa (PT-PE) apresentaram requerimentos cruciais para o avanço das apurações. Entre os alvos está Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, preso pela Polícia Federal na semana passada.
A comissão pode aprovar a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático de Zettel, conforme sugerido. A medida visa esclarecer o uso de familiares e empresas em esquemas financeiros complexos, prática frequentemente observada em crimes dessa natureza.
Outra figura central é Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, também detido pela PF. Ele é suspeito de coordenar um grupo para intimidar adversários de Vorcaro e encontra-se internado em estado grave após uma tentativa de suicídio.
Além disso, a CPI considera a convocação de outras pessoas com possível envolvimento no caso:
Ana Claudia Queiroz de Paiva e Marilson Roseno da Silva, acusados de ligação com o grupo criminoso;
Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, servidores do Banco Central investigados por suposto aliciamento a Vorcaro.
O empresário Vladimir Timerman e o ex-senador Pedro Taques (MT), que denunciaram o Banco Master antes das investigações, podem ser chamados como testemunhas. Suas informações são consideradas valiosas para as apurações da comissão.
Interatividade com o público
A sessão da CPI será interativa, permitindo a participação do público. Cidadãos podem enviar perguntas e comentários através da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e-Cidadania.
As mensagens poderão ser lidas e respondidas ao vivo pelos senadores e debatedores. O Senado também oferece uma declaração de participação, útil para atividades complementares universitárias, e o portal permite opinar sobre projetos de lei e sugerir novas legislações.




























































































