Rio de Janeiro (RJ) – A partir da próxima terça-feira, 4 de junho, o Rio de Janeiro vira o epicentro da dança contemporânea. O festival Dança em Trânsito chega à sua 24ª edição com uma maratona de apresentações que se estende até o dia 11, reunindo 20 companhias de diferentes estados brasileiros e de países como Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo.
A democratização do acesso pauta a programação em espaços fechados. Ingressos com valores entre R$ 10 e R$ 20 serão disponibilizados no Espaço Tápias, na Barra da Tijuca, além dos teatros Nélson Rodrigues, Carlos Gomes e João Caetano, localizados no centro da cidade. A grade completa de horários e artistas pode ser consultada no portal do evento.
Para além dos palcos, a ocupação do espaço urbano segue como marca registrada. Na Praça Mauá, em frente ao Museu do Amanhã, o Bloco Turbilhão Carioca conduz uma apresentação gratuita às 16h. O grupo, criado em 2007 por percussionistas cariocas, explora uma sonoridade única ao mesclar ritmos tradicionais brasileiros, como o frevo, com a batida do funk, tudo executado com a instrumentação clássica das baterias de escola de samba.
O festival funciona como uma vitrine global para a produção nacional. Programadores e curadores de países como França, Espanha, Eslovênia, Bulgária e Uruguai estarão na plateia para avaliar o desempenho das companhias brasileiras. Para facilitar esse diálogo, o ciclo de encontros Janelas para o Mundo promove um intercâmbio direto entre profissionais de festivais estrangeiros e os artistas locais.
O primeiro desses painéis ocorre às 11h30, no Espaço Tápias, com Lee Jong-Ho, fundador do Festival Internacional de Dança de Seul. Dois dias depois, no mesmo horário, será a vez de Bernard Baumgarten, diretor do TROIS C-L de Luxemburgo, compartilhar perspectivas sobre o cenário contemporâneo.
Desde sua fundação em 2002, o Dança em Trânsito já contabilizou mais de 1.290 apresentações, alcançando um público superior a 100 mil pessoas. O objetivo central, segundo a diretora artística Giselle Tápias, permanece sendo o fortalecimento da cultura por meio de conexões. O projeto, que integra a rede global Ciudades Que Danzan, busca abrir portas para futuras coproduções e turnês internacionais para os talentos brasileiros.
Esta edição é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e da Engie Brasil Energia.











































































































