PORTAL IGOSSIP NEWS!
CORREIO ESPÍRITO SANTO!
JORNAL O ECONÔMICO!
PORTAL IBATIBA ONLINE!
MUNDO DA SAÚDE 360!
O Diário de Notícias do País!
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Saúde
  • Economia
  • Cultura
  • Educação
  • Brasil
  • Política
  • Esportes
  • Sociedade
  • Justiça
  • Mundo
  • Segurança
  • Home
  • Saúde
  • Economia
  • Cultura
  • Educação
  • Brasil
  • Política
  • Esportes
  • Sociedade
  • Justiça
  • Mundo
  • Segurança
O Diário de Notícias do País!
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Inicio
Brasil & Mundo
Sociedade

Identidade parda no Brasil vira foco de investigação sobre apagamento e desigualdade social

Programa explora como a construção histórica dessa categoria define o acesso a direitos e a ocupação de espaços

Por Redação / Diário da Nação
31 de agosto de 2026
em Sociedade
3 mins read
0 0
A A
0
Identidade parda no Brasil vira foco de investigação sobre apagamento e desigualdade social

📷 TV Brasil

Share on Facebook
Share on Twitter

Iúna (ES) – O conceito de ser pardo no Brasil não é apenas uma definição de tonalidade de pele; trata-se de um terreno complexo onde se cruzam ancestralidade, estratégias de sobrevivência e disputas políticas por reconhecimento. O programa Caminhos da Reportagem dedica sua edição desta segunda-feira (31), às 23h, a analisar esse mosaico de culturas e tons que compõe a maioria da população brasileira, conforme revelado pelos dados do Censo de 2022.

Com mais de 90 milhões de cidadãos autodeclarados pardos, o número salta aos olhos ao representar quase metade dos habitantes do país. A concentração é particularmente alta na Região Norte, onde 67,2% da população se enquadra nessa categoria. O dado não é isolado da presença indígena, que também se encontra majoritariamente ali. Para Gersem Baniwa, professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, a adesão ao rótulo muitas vezes funcionou como uma defesa. Muitos grupos indígenas, ao longo das décadas, adotaram a identidade parda para escapar de massacres e do apagamento sistemático.

O filósofo Ailton Krenak encara essa classificação sob uma lente distinta, descrevendo-a como um artifício colonial. Segundo ele, a segmentação entre pardo, preto e mulato serviu como uma manobra política para fragmentar a identidade dos povos originários. Ao deixar de ser identificado como indígena, o sujeito perde o respaldo legal para reivindicar territórios tradicionais. A lógica seria direta: na cartografia da opressão, quem é categorizado como pardo não pleiteia terras.

A exclusão educacional é um reflexo latente dessa estrutura social. Três em cada cinco brasileiros que interrompem os estudos antes do ensino superior são pretos ou pardos. Embora as cotas raciais tenham aberto portas, a jornada acadêmica ainda é um campo minado de preconceitos, como relata a assistente social Luiza Carvalho. Durante sua trajetória até o doutorado, ela enfrentou pressões estéticas invasivas desde a infância, além da solidão de ser a única pessoa negra em processos seletivos de alto nível.

A elasticidade da categoria parda gera debates intensos sobre inclusão. Helio Santos, presidente do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais, defende que, na dúvida sobre o pertencimento, o indivíduo deve ser incluído, e não excluído. Ele ressalta que, em um universo de cem afro-brasileiros, a grande maioria — cerca de 82 — se autodeclara parda. Para a historiadora Ana Flávia Magalhães, o racismo no Brasil se sustenta através de um pacto de silêncio, onde a categoria parda é usada para esvaziar as raízes africanas e indígenas que constituem o país.

Essa tensão atinge também o mercado de trabalho público. O pesquisador Gustavo Amora, após ter seu ingresso via cotas negado por uma banca de heteroidentificação, buscou a Justiça. Sua vitória judicial reverberou em um grupo de aproximadamente 150 pessoas que compartilhavam do mesmo impasse, forçando um olhar mais crítico sobre os critérios de avaliação desses concursos.

A mudança estrutural, no entanto, encontra terreno fértil na educação básica. Em uma escola pública de Ceilândia, no Distrito Federal, educadores trabalham a Lei 10.639 com foco prático e antirracista. A orientadora Eliane dos Santos vê resultados concretos quando crianças, como Ana Luisa Souza, de dez anos, aprendem a valorizar a própria cor, desconstruindo ideais de beleza impostos. É, segundo os educadores envolvidos, um trabalho de formiga que começa cedo, transformando a percepção de identidade antes que o preconceito se cristalize no olhar de quem cresce vendo a diversidade apenas como um dado estatístico.

Tags: apagamento históricoCenso 2022Desigualdade Socialidentidade pardaPovos Originários
Post anterior

Venezuela e Estados Unidos firmam acordo bilionário para exploração de 17 campos de petróleo

Redação / Diário da Nação

Diário da Nação é um portal digital que se destaca no cenário de notícias e entretenimento, oferecendo conteúdo relevante e atualizado sobre música, cinema, famosos, tendências culturais e acontecimentos de grande repercussão. Focado em proporcionar uma experiência interativa para o público, o site não só traz informações sobre o mundo das celebridades, mas também compartilha análises, curiosidades e novidades sobre o universo do entretenimento e da cultura pop. Seu compromisso é com a qualidade da informação e a diversidade dos temas, garantindo que os leitores fiquem por dentro do que está em alta de forma descontraída e envolvente.

Notícias Relacionadas

Rio Grande do Sul entra em alerta máximo com morte de criança e previsão de novos temporais

Rio Grande do Sul entra em alerta máximo com morte de criança e previsão de novos temporais

Aeroporto Santos Dumont retoma operações após jatinho sair da pista no centro do Rio

Aeroporto Santos Dumont retoma operações após jatinho sair da pista no centro do Rio

Fóssil de peixe com 254 milhões de anos é descoberto na região de Alto Garças em Mato Grosso

Deam Digital facilita registro de denúncias de violência doméstica no Rio de Janeiro

Deam Digital facilita registro de denúncias de violência doméstica no Rio de Janeiro

Eclipse parcial da Lua será visível de todo o Brasil na noite desta quinta-feira

Eclipse parcial da Lua será visível de todo o Brasil na noite desta quinta-feira

EBC treina profissionais para aprimorar o tratamento jornalístico em casos de feminicídio

EBC treina profissionais para aprimorar o tratamento jornalístico em casos de feminicídio

Recomendado!

Identidade parda no Brasil vira foco de investigação sobre apagamento e desigualdade social

Identidade parda no Brasil vira foco de investigação sobre apagamento e desigualdade social

Venezuela e Estados Unidos firmam acordo bilionário para exploração de 17 campos de petróleo

Parapan-Pacífico de natação começa com recorde de Lídia Cruz e quatro pódios para o Brasil

Parapan-Pacífico de natação começa com recorde de Lídia Cruz e quatro pódios para o Brasil

Calila das Mercês integra curadoria do Fliparacatu e reflete sobre literatura no interior

Calila das Mercês integra curadoria do Fliparacatu e reflete sobre literatura no interior

Tradição do maçambique gaúcho ocupa Brasília em encontro de mestres da cultura popular

Tradição do maçambique gaúcho ocupa Brasília em encontro de mestres da cultura popular

O Diário de Notícias do País!

© 2019 - 2023. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução. Desenvolvido por Agência Caparaó.

Sobre O Diário!

  • Termos de Uso
  • Política Privacidade
  • Contato

Siga Nossas Redes!

Bem vindo de volta!

Login para conta

Palavra-chave esquecida

Recupere sua senha

Insira detalhes para redefinir a senha

Entrar
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Saúde
  • Economia
  • Cultura
  • Educação
  • Brasil
  • Política
  • Esportes
  • Sociedade
  • Justiça
  • Mundo
  • Segurança

© 2019 - 2023. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução. Desenvolvido por Agência Caparaó.