Brejetuba (ES) – A terça-feira (1º) foi marcada por um giro de atividades que levaram os postulantes ao Palácio do Planalto de hospitais em São Paulo a eventos agropecuários no Rio Grande do Sul. O ritmo da corrida eleitoral oscilou entre a exposição pública intensa e ausências em agendas oficiais, refletindo estratégias distintas para a conquista de votos.
Ronaldo Caiado (PSD) concentrou seu discurso na saúde ao visitar a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Ele prometeu a criação do “Agiliza SUS” caso chegue à presidência, com o foco em reduzir as filas de cirurgias eletivas. A proposta de Caiado prevê uma rede integrada entre hospitais públicos, filantrópicos e unidades privadas, priorizando a gravidade do quadro clínico em vez da cronologia da espera. O candidato também ventilou uma medida econômica agressiva: limitar as despesas obrigatórias a 50% do Produto Interno Bruto (PIB).
No campo da educação, Romeu Zema (Novo) escolheu Joinville (SC) para reforçar suas bandeiras. O candidato participou da abertura da Semana da Pátria e visitou uma escola que figura como referência no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em tom propositivo, Zema defendeu um modelo de ensino com acompanhamento contínuo e valorização direta dos resultados, tese que sustentou durante conversa com pais e empresários locais.
Enquanto isso, a agenda gaúcha também recebeu Augusto Cury (Avante). O candidato marcou presença no Centro das Indústrias de Cachoeirinha e circulou pela 49ª Expointer, em Esteio. Cury aproveitou o ambiente para exaltar o pluralismo, definindo a diversidade de ideias como o pilar central da democracia. Posteriormente, o político cumpriu agenda em Belo Horizonte para inaugurar a Casa Cury do Brasil.
A pauta trabalhista ganhou força com Hertz Dias (PSTU) em Santa Cruz do Sul (RS). Durante uma atividade no Sindicato dos Comerciários e em ações de panfletagem, ele reiterou sua posição contra a escala 6×1. O candidato argumentou que a exaustão semanal prejudica o convívio familiar e a saúde do trabalhador, insistindo na redução da jornada sem perdas salariais.
Em Brasília, Rui Costa Pimenta (PCO) realizou panfletagem junto a apoiadores na Universidade de Brasília (UnB) e passou por entrevista em um portal de notícias. No mesmo eixo, Wilson Grassi (Democrata) concedeu entrevistas aos portais Poder 360 e Metrópoles, aproveitando o espaço para manifestar críticas contundentes à decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs restrições à sua campanha no ambiente digital.
Outros nomes mantiveram movimentações focadas. Edmilson Costa (PCB) optou por uma caminhada no centro de São Paulo, mesma região onde Renan Santos (Missão) realizou um ato público. O evento de Santos ocorreu logo após o candidato tratar, em entrevista, da revogação da suspensão de sua campanha virtual.
Diferente deste grupo, nomes como Samara Martins (UP), Clariana Barão (DC), Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não registraram agendas públicas de campanha para este primeiro dia do mês.












