São Petersburgo, Rússia – As complexas relações entre arte e autoritarismo na União Soviética ganham destaque neste domingo (20), às 12h30. O programa Caderno de Música dedica sua edição ao centenário e vigésimo aniversário de nascimento de Dmitri Shostakovich, figura central na música erudita do século XX que, nascido em São Petersburgo em 25 de setembro de 1906, atravessou décadas de intensas transformações históricas sob o regime soviético.
A produção busca desvendar como a biografia do compositor se entrelaça com sua produção artística. Para o ouvinte, a oportunidade não é apenas teórica: o roteiro prevê uma imersão sonora conduzida por interpretações de referência. Estão confirmadas a execução da Sinfonia número 1, sob a regência de Jesús López-Cobos à frente da Orquestra Sinfônica de Cincinnati, e a icônica Sinfonia número 5, registrada pela Orquestra Filarmônica de Leningrado com direção de Yevgeny Mravinsky. A Suíte para Orquestra de Jazz nº 2, na versão da Orquestra Real do Concertgebouw conduzida por Riccardo Chailly, completa o panorama da diversidade criativa do autor.
O Caderno de Música mantém o compromisso de traduzir conceitos eruditos para um público mais amplo. A proposta vai além do repertório, explicando termos técnicos — de allegro a spalla — e desmistificando formatos como sonatas e concertos. A estrutura do programa alterna audições comentadas e entrevistas, consolidando o papel da emissora como um centro de difusão da música de concerto no país.
Com uma grade composta em 80% por obras clássicas nacionais e internacionais, a emissora estabeleceu uma marca reconhecida em diversas capitais brasileiras. O acesso ao conteúdo é distribuído pelo dial FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro, enquanto em Brasília o sinal chega via FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. Em Belo Horizonte, a sintonia ocorre em FM 87,1 MHz. Além da transmissão convencional, o material está disponível por meio do aplicativo Rádios EBC, que centraliza a oferta de repertórios segmentados e produções qualificadas voltadas tanto para ouvintes tradicionais quanto para novos públicos que buscam explorar o universo sinfônico.












