Townsville, Austrália – Oito semanas e dois dias. Foi esse o tempo de espera desde a dolorosa queda diante da Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, um desfecho que marcou o pior desempenho brasileiro desde 1990. Agora, a página vira. Nesta sexta-feira (25), o Brasil entra em campo no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, às 7h (horário de Brasília), para enfrentar a Austrália e dar o primeiro passo oficial em direção ao hexacampeonato.
O técnico Carlo Ancelotti escolheu não esconder o jogo e confirmou a formação inicial que dará o pontapé nessa sequência de três amistosos preparatórios. O time que começa a partida contra os australianos conta com Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos; Danilo e Bruno Guimarães; Raphinha, Estêvão, Endrick e Vinicius Junior. Deste grupo, sete nomes integraram o elenco no Mundial realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.
A renovação, no entanto, é o mote central. Entre os titulares, Matheuzinho e Vitor Reis encaram a responsabilidade de defender a seleção principal pela primeira vez. Eles integram uma leva de novatos que inclui ainda Pedro Morisco, Otávio, Arthur Dias, Jair, Mauro Júnior, Gabriel Bontempo, Breno Bidon e Martinelli. Este último, aos 25 anos, figura entre os estreantes mais experientes da lista, ficando atrás apenas de Matheuzinho, de 26.
Em coletiva realizada nesta quinta-feira (24), Ancelotti buscou afastar a ideia de uma ruptura total. Para o treinador, o momento é de continuidade e lapidação. O objetivo declarado é identificar talentos capazes de sustentar o projeto para a próxima Copa América e, fundamentalmente, para o Mundial de 2030, que será sediado de forma conjunta por Espanha, Portugal, Marrocos, Argentina, Uruguai e Paraguai.
O histórico joga a favor do Brasil. Em oito confrontos, o time brasileiro acumulou seis vitórias, um empate e apenas um revés — este último ocorrido na Copa das Confederações de 2001. Na memória do torcedor, guardam-se momentos como o 6 a 0 de 1997, com brilho de Ronaldo e Romário, e o triunfo por 4 a 0 em 2017, marcado pelo gol mais rápido da história da seleção, anotado por Diego Souza logo aos dez segundos de bola rolando.
Após o compromisso de Townsville, a delegação segue na Austrália para um novo duelo, desta vez em Brisbane, no Suncorp Stadium, na terça-feira (7), às 7h. O giro internacional termina em 3 de outubro, com um teste diante da Índia, em Calcutá, no Salt Lake Stadium, a partir das 11h. É a oportunidade para Ancelotti consolidar as novas peças antes que o peso dos torneios oficiais retorne ao calendário.












