Paris, França – O cenário educacional na França atingiu um novo ponto de ebulição nesta sexta-feira (2). O que começou como uma série de reivindicações por financiamento e melhor infraestrutura em salas de aula transformou-se em confrontos abertos entre estudantes secundaristas e tropas de choque nos subúrbios de Paris. A escalada, iniciada há uma semana, ganhou contornos de violência com o lançamento de objetos contra forças de segurança e focos de incêndio registrados em pelo menos duas instituições de ensino, resultando em detenções imediatas. A pauta, centrada na falta de docentes e na precariedade dos prédios, já ultrapassou os limites da capital e mobiliza jovens em diversas regiões do país.
Do outro lado do Atlântico, a Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, enfrenta um momento de profunda instabilidade. Uma audiência pública convocada pela assembleia estudantil evidenciou a pressão por mudanças urgentes no combate à violência sexual dentro do campus. O debate foi reaquecido por denúncias de um estupro coletivo ocorrido em 2024, dentro de uma fraternidade, caso que agora retorna aos holofotes judiciais. Diante de críticas à condução das apurações iniciais, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, determinou que a investigação criminal saísse da alçada da promotoria local, passando agora para o controle da procuradoria-geral do estado, em paralelo ao trâmite de uma ação civil.
Enquanto isso, a Espanha vive um cenário de forte turbulência política após o Parlamento rejeitar um decreto crucial voltado ao enfrentamento da crise habitacional. O país tem sido palco de manifestações constantes motivadas pela disparada nos valores dos aluguéis e pela fragilidade das proteções legais aos inquilinos. A revolta popular ganhou força após o despejo de uma idosa de 87 anos em Madri, fato que expôs a urgência de uma resposta legislativa.
O texto do governo, derrotado na câmara, pretendia estender por dois anos o congelamento dos contratos de locação vigentes e barrar, até 2030, o despejo de famílias em situação de vulnerabilidade. A negativa do legislativo provocou protestos imediatos na porta do Parlamento. Com a frustração das medidas, grupos organizados já articulam novas mobilizações nacionais, sinalizando que a disputa pelo direito à moradia deve permanecer no centro das pautas sociais espanholas pelos próximos meses.










