O cenário político brasileiro para os próximos anos ganhou contornos definitivos neste domingo (4). Em 20 unidades da federação, a disputa pelos governos estaduais foi encerrada precocemente, com candidatos atingindo a marca superior a 50% dos votos válidos, excluindo-se brancos e nulos. A distribuição geográfica dos eleitos mostra um domínio pulverizado, com destaque para o Nordeste, que contabilizou oito nomes vitoriosos, seguido pelo Norte, com quatro, Sul e Centro-Oeste com três cada, e o Sudeste, que emplacou dois governadores nesta rodada inicial.
Nordeste e Norte em foco
Em Alagoas, João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), assegurou a vitória superando Renan Filho. O novo governador deixa para trás dois mandatos como prefeito de Maceió. No Maranhão, Eduardo Braide (PSD), também ex-prefeito da capital, São Luís, venceu o pleito estadual após deixar o cargo municipal em abril de 2026. Já no Amapá, o médico cirurgião Dr. Furlan (PSD) conquistou o Executivo estadual após uma trajetória marcada por passagens pela Assembleia Legislativa e pela prefeitura de Macapá, onde renunciou ao mandato meses antes do pleito após investigações sobre verbas federais.
A Bahia reafirmou a preferência por Jerônimo Rodrigues (PT), professor e agrônomo que obteve a reeleição. O mesmo ocorreu no Ceará com Elmano de Freitas (PT), advogado que segue para novo período à frente do Palácio da Abolição. No Pará, o eleitorado escolheu Dr. Daniel (Podemos), ex-prefeito de Ananildeua, enquanto na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) consolidou sua reeleição após assumir o posto de maneira definitiva em abril de 2026.
Sudeste, Centro-Oeste e Sul
Minas Gerais terá uma nova liderança: Cleitinho Azevedo (Republicanos), atual senador, venceu o pleito mineiro superando Patrus Ananias. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) garantiu a manutenção no cargo. O governador, de perfil técnico e com histórico em missões de paz da ONU e na gestão de infraestrutura federal, renovou seu mandato.
No Centro-Oeste, a continuidade foi a marca. Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) foi reeleito, consolidando a gestão iniciada após a renúncia de Ronaldo Caiado. Mato Grosso reelegeu Otaviano Pivetta (Republicanos), e o Mato Grosso do Sul confirmou Eduardo Riedel (PP) para mais um ciclo. Sergipe, por sua vez, manteve Fábio Mitidieri (PSD) no Executivo estadual.
Configuração no Sul e Norte
O Paraná elegeu Sergio Moro (PL), que deixa o Senado para assumir o governo estadual após superar Sandro Alex. O Rio Grande do Sul escolheu Luciano Zucco (PL), militar reformado que migrou da bancada federal para a administração gaúcha. Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) obteve a reeleição. Fechando o quadro, Rondônia elegeu o senador Marcos Rogério (PL), enquanto Roraima optou por Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, que renunciou à prefeitura em abril deste ano para viabilizar sua candidatura ao governo do estado. O Piauí, por fim, garantiu mais quatro anos para Rafael Fonteles (PT), o economista que se destacou como o mais jovem a ocupar o cargo na história do estado.










