Nova Itaberaba (SC) – O governo federal oficializou nesta semana a declaração de estado de emergência zoossanitária em quatro municípios de Santa Catarina: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A decisão, que terá validade inicial de 60 dias conforme publicação no Diário Oficial da União, responde a uma ameaça sanitária detectada em uma unidade de produção comercial.
O foco da doença de Newcastle foi identificado em uma granja de perus localizada em Nova Itaberaba. A confirmação do caso veio no domingo (18), após o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo realizar exames que atestaram a presença do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), um agente infeccioso virulento que impacta tanto aves domésticas quanto espécimes silvestres.
Diante do diagnóstico, o Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina agiu imediatamente para isolar o problema. O estabelecimento foi interditado e toda a movimentação de aves na propriedade está suspensa. A estratégia de enfrentamento segue rigorosamente o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, que estabelece diretrizes para a contenção e a erradicação do vírus antes que ele possa se espalhar por outras granjas da região, um polo relevante para a avicultura nacional.
A gravidade da situação obrigou o país a acionar os protocolos internacionais de transparência. O governo notificou formalmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a ocorrência, garantindo que os parceiros comerciais do Brasil recebam informações precisas sobre a extensão do caso. O objetivo central é manter a confiança do mercado externo e minimizar os impactos dessa restrição pontual na cadeia produtiva.
A investigação epidemiológica, conduzida pelas autoridades estaduais, foi o que permitiu identificar o foco logo após o surgimento dos primeiros sinais de alerta. Agora, o foco das equipes técnicas é evitar que o vírus, classificado pela OMSA como um risco significativo para a avicultura global, encontre brechas para sair do perímetro de contenção. A fiscalização deve ser intensificada em toda a zona delimitada para garantir que as medidas de biosseguridade sejam respeitadas, enquanto as autoridades monitoram de perto a evolução das análises laboratoriais nos municípios afetados.












