Brasília (DF) – A segunda edição de 2026 do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) teve início nesta terça-feira (20), estendendo-se até sexta-feira (23). O processo avaliativo é voltado tanto para estrangeiros quanto para brasileiros cuja língua materna não seja o português, mas que necessitam comprovar domínio da modalidade falada e escrita no Brasil.
Os inscritos devem consultar o Cartão de Confirmação de Inscrição na Página do Participante, acessível por meio da senha cadastrada na plataforma Gov.br. O documento traz os dados logísticos individuais para a realização do exame, coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A recomendação operacional indica a chegada aos locais de prova com antecedência mínima de 30 minutos em relação ao horário oficial. A estrutura do exame divide-se em duas etapas: escrita e oral. A primeira possui duração de três horas e exige a execução de quatro tarefas de produção textual que cobrem diferentes contextos, propósitos e perfis de interlocutores. Já a fase oral consiste em uma interação presencial e individual com duração de 20 minutos, conduzida conjuntamente por um avaliador-interlocutor e um avaliador-observador.
O conceito final resulta da análise integrada do desempenho obtido pelo candidato em ambas as etapas. Para os exames aplicados em solo brasileiro, a divulgação dos resultados está agendada para o dia 15 de dezembro.
Cronograma diferenciado opera para os candidatos inscritos em território estrangeiro. Nesses casos, conforme estabelecido no edital, a aplicação das provas escrita e oral ocorrerá entre 24 e 27 de novembro, em postos autorizados no exterior. O desfecho para este grupo tem divulgação prevista para 15 de janeiro de 2027.
Instituído em 1994, o Celpe-Bras permanece como a única certificação oficial de proficiência na língua portuguesa reconhecida pelo governo do país. O documento tem validade oficial em processos seletivos de universidades para cursos de graduação e pós-graduação, além de ser exigido por corporações corporativas e em trâmites voltados à validação de diplomas profissionais estrangeiros.












