Tabatinga (AM) – O município de Tabatinga, localizado no extremo oeste do Amazonas, passará a contar com o suporte da Força Nacional de Segurança Pública nas próximas semanas. A medida, oficializada por meio da Portaria 1.313/2026, publicada nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial da União, estabelece um período inicial de 90 dias para a presença das tropas federais na região de fronteira com a Colômbia.
A missão não será isolada. Os agentes da Força Nacional trabalharão de forma integrada com a Polícia Federal, focando em atividades de policiamento ostensivo e na preservação da ordem pública. O objetivo central é assegurar a integridade de cidadãos e a proteção de bens patrimoniais em uma das zonas mais críticas do território nacional.
Esta movimentação está inserida no Plano Amazônia: Segurança e Soberania, conhecido como Plano Amas. A iniciativa busca fortalecer a presença do Estado na região, contando com uma articulação direta entre as esferas federal e as forças de segurança estaduais. O planejamento operacional da missão, incluindo o número exato de militares que serão deslocados, ficará sob responsabilidade da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, órgão subordinado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Tabatinga ocupa uma posição geográfica singular. O município é frequentemente citado como um dos pontos mais estratégicos da faixa de fronteira na Amazônia, funcionando como uma espécie de termômetro para a segurança da região. Por conta dessa característica, o local é considerado uma área de alta sensibilidade, demandando atenção constante das autoridades no enfrentamento de crimes transnacionais. O combate ao tráfico de drogas, o controle de contrabando e a repressão a crimes ambientais são os desafios primordiais que motivaram o envio do contingente.
Com o início dos trabalhos, a expectativa é que o policiamento na fronteira ganhe maior capilaridade, dificultando a atuação de grupos que se aproveitam das extensas áreas de floresta para atividades ilícitas. A operação deve se ajustar conforme a necessidade identificada durante os três meses de atuação, mantendo a vigilância sobre os fluxos migratórios e logísticos que atravessam a divisa entre Brasil e Colômbia.











