Uma operação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil resultou no fechamento de uma fábrica ilegal de linha chilena em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Durante a ação, deflagrada na última quinta-feira (7), dois homens foram presos em flagrante. O local funcionava como um centro de distribuição estratégico que abastecia diversos estados brasileiros com o material ilícito.
A produção de linha chilena é proibida no estado desde 2017 devido ao seu alto poder de corte, obtido através da mistura de vidro moído, quartzo e óxido de alumínio. A legislação vigente veta não apenas a comercialização, mas também o uso e a posse de substâncias cortantes voltadas para a prática de soltar pipas, que representam um risco letal para motociclistas, pedestres e até mesmo para a rede elétrica.
O cenário é alarmante: as denúncias sobre o uso do material dispararam, saltando de 561 casos em 2024 para 1.203 em 2025. A gravidade do problema foi evidenciada pela morte de Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, vítima fatal de um corte no pescoço em Cascadura, na zona norte. A Polícia Civil reforça que o combate a essa prática é uma prioridade para evitar novas mutilações e tragédias urbanas.







































































































