Brasília (DF) – O capítulo final do reality show musical Duelo de Guitarras chega à tela neste sábado, dia 17, às 13h30. A última edição inédita da produção oferece ao público um panorama detalhado sobre a trajetória vitoriosa de Pedro Hills, o guitarrista que imprimiu uma identidade própria na disputa, quase como um viajante do tempo habituado aos sons das décadas de 1970 e 1980.
O desfecho da série documental recorda os momentos decisivos enfrentados pelo campeão. Desde a primeira fase, em que liderou o grupo com 69 pontos, até o embate final contra Lucas Moscardini, Hills precisou navegar por gêneros musicais distintos sob o olhar atento dos jurados Navalha Carrera e João Gaspar. O programa reconstitui esses desafios, evidenciando como o vencedor lidou com a pressão da competição.
Uma das marcas do reality foi o uso de elementos lúdicos para testar a adaptabilidade dos participantes. Em um dos episódios, Hills teve de improvisar ao enfrentar o ritmo sertanejo com uma limitação técnica imposta pelo jogo: tocar como se estivesse sem duas cordas. O guitarrista comparou a experiência a dirigir um carro sem as marchas iniciais. Precisou, segundo ele, arrancar diretamente em alta rotação, transformando a dificuldade em um exercício de criatividade.
A fase semifinal colocou o vencedor frente a frente com Roger Oliveira, num reencontro carregado de emoção. Ambos puderam contar com a mentoria individualizada de Carrera e Gaspar, uma oportunidade que o campeão descreveu como um privilégio. Enquanto optou pelo blues para seguir na disputa, seu oponente focou em arranjos de bossa e jazz. A qualidade técnica e a entrega emocional foram os pilares que conduziram Hills à decisão.
Na prova final, a regra imposta pela direção elevou o nível de dificuldade. O título seria decidido com gêneros musicais inéditos para cada competidor. Pedro Hills escolheu o xote e o baião, enquanto Lucas Moscardini seguiu com o rock clássico. O fator surpresa ficou por conta da alteração de tom das bases musicais em comparação ao que os finalistas haviam estudado, forçando uma desconstrução rápida das ideias que tinham em mente.
O formato, criado por Julio Carvana com roteiro de Marcio Vianna e apresentação de Dimi, inovou ao manter todos os seis participantes na casa durante a temporada, independentemente das eliminações. Essa dinâmica permitiu que músicos como Gabi Terra, André Sampaio, Lui Rabello e os demais apoiassem os finalistas, criando um ambiente de troca. A convivência gerou momentos inusitados, como a restauração colaborativa de uma guitarra cenográfica, um esforço que acabou integrado à edição final.
O Duelo de Guitarras, realizado por meio do Prodav, reforça o compromisso da emissora com o fomento à produção independente brasileira. O reality não se limitou à performance pura, mas abriu espaço para workshops e conversas sobre a história do instrumento. Para quem acompanha o desfecho, fica o registro de um projeto que, embora tenha um vencedor, priorizou a técnica, a emoção e o aprendizado coletivo ao longo de 16 episódios.












