Nesta terça-feira, 17 de março de 2026, o Congresso Nacional, em sessão solene, oficializou o decreto legislativo que ratifica o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, marcando um avanço significativo na agenda de integração econômica do Brasil. O governo brasileiro projeta que este tratado comece a vigorar ainda no primeiro semestre deste ano.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou da mesa da solenidade e assinou o documento, enfatizando a relevância estratégica do acordo para o Brasil e para a união entre os blocos. Ele destacou que a parceria conecta duas potências econômicas que, juntas, somam mais de 700 milhões de pessoas e representam um quarto da economia mundial.
Alckmin classificou o tratado como o maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e também o maior pacto de comércio entre blocos em nível global. O vice-presidente ressaltou os impactos econômicos positivos, afirmando que a iniciativa diversifica mercados, diminui a dependência externa e reforça a resiliência da economia brasileira frente a possíveis turbulências globais.
Ele explicou que o acordo transcende a esfera puramente comercial, configurando-se como um instrumento de política econômica e externa alinhado à estratégia nacional de desenvolvimento sustentável e inclusivo. As projeções indicam ganhos em diversas variáveis macroeconômicas do Brasil, como a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), o incremento das exportações e o estímulo a novos investimentos.
A expectativa é que a medida também contribua para a geração de empregos e a redução de custos para o consumidor. Alckmin concluiu que, em um cenário de tensões no comércio internacional, a aliança entre Mercosul e União Europeia simboliza uma clara preferência pela cooperação, pelo diálogo construtivo e pelo fortalecimento do multilateralismo.
Diversas autoridades, incluindo os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, respectivamente, além do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e outros parlamentares, estiveram presentes na cerimônia, evidenciando a relevância do momento.
Integração
O acordo entre Mercosul e União Europeia estabelece a diminuição gradual de tarifas sobre produtos industriais e agropecuários, pavimentando o caminho para a criação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Esta parceria promete ampliar o acesso a mercados, consolidar a integração econômica e criar um ambiente mais propício para investimentos e a inserção internacional das empresas brasileiras.
O texto do tratado abrange também regras para setores de serviços, compras governamentais, propriedade intelectual e mecanismos para a solução de controvérsias. Atualmente, a União Europeia já se posiciona como um dos principais parceiros comerciais do Brasil, com um fluxo de comércio que atingiu cerca de US$ 100 bilhões em 2024 e 2025.
As estimativas apontam para um impacto positivo de 0,34% no PIB brasileiro até 2044, o que representa aproximadamente R$ 37 bilhões. Além disso, prevê-se um aumento nos investimentos, nas exportações e na renda, acompanhado de uma diminuição nos custos para o consumidor final, ao mesmo tempo em que se preservam os direitos regulatórios de ambas as partes.




































































































