No Dia Internacional da Mulher, milhares de mulheres ocuparam a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em uma poderosa manifestação. O ato teve como foco principal a luta contra o feminicídio e as diversas formas de violência de gênero, além de exigir um maior investimento em políticas públicas que promovam a igualdade.
Representantes de diversos coletivos feministas se alternaram no carro de som, lendo o manifesto que articulava uma série de reivindicações cruciais para a igualdade de gênero e o bem-estar feminino. As demandas incluíam:
- A criminalização de grupos que incitam o ódio às mulheres;
- O aumento das licenças-maternidade e paternidade;
- A criação de linhas de crédito específicas para mulheres empreendedoras;
- A implementação de espaços educacionais inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergentes;
- O fim da exaustiva escala de trabalho 6×1.
Fim da violência de gênero
A tônica central do protesto em Copacabana foi, sem dúvida, o clamor pelo fim da violência de gênero. Muitas manifestantes recordaram casos recentes e chocantes, como a trágica morte de Tainara Souza Santos, vítima de atropelamento por um ex-companheiro, e o estupro coletivo ocorrido na mesma Copacabana.
Em um momento de forte simbolismo, as participantes entoaram uma paródia da canção “Eu quero é botar meu bloco na rua”, adaptada para “Eu quero é andar sem medo nas ruas. Chega! Queremos viver! Eu quero é ficar sem medo em casa. Chega! Queremos viver!”, expressando o desejo por segurança e vida digna.
À frente da marcha, um grupo de pernaltas carregava a inspiradora faixa: “Juntas somos gigantes”. Em uma performance emocionante, as artistas se deitaram no chão, de olhos fechados, em homenagem às vítimas de feminicídio, para depois se erguerem em círculo, gritando com força: “Todas vivas!”.
Diferentes gerações em união
O ato em Copacabana demonstrou uma poderosa união entre diversas gerações de mulheres. Rachel Brabbins, por exemplo, marchou ao lado de sua filha Amara, de sete anos, que empunhava um cartaz com a frase “Lute como uma menina”. Rachel enfatizou a importância de Amara aprender sobre seus direitos e voz, e testemunhar a força do movimento coletivo.
Inspirações como Silvia de Mendonça, ativista feminista desde os anos 80, também marcaram presença. Vestindo uma bandeira com o rosto de Marielle Franco, Silvia ressaltou que Marielle se tornou um símbolo de resistência contra o silenciamento e a dor dos crimes de gênero, reforçando a necessidade de união.
As organizadoras do evento também fizeram um apelo para que os homens se unissem à causa. Thiago da Fonseca Martins, acompanhado do filho Miguel, de 9 anos, atendeu ao chamado, defendendo a participação masculina ativa na promoção da igualdade e na desconstrução do machismo enraizado na sociedade.
































































































