O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresente um plano para resolver o endividamento das famílias brasileiras. Durante visita à fábrica da Caoa em Anápolis (GO) na quinta-feira (26), o presidente reconheceu que apesar da economia do país estar em bom funcionamento, ainda há um problema estrutural: “temos a sociedade brasileira um pouco endividada”.
Segundo Lula, a solução deve vir acompanhada de campanhas de educação financeira para que as pessoas aprendam a planejar melhor seus orçamentos. O presidente fez uma distinção importante entre tipos de dívida. Algumas são consideradas boas, como empréstimos para comprar imóvel ou adquirir automóvel e eletrodomésticos que melhoram a qualidade de vida. O problema surge quando a prestação fica maior que o dinheiro que sobra no final do mês.
“Por isso, eu pedi ao ministro da Fazenda para a gente resolver o problema da dívida das pessoas”, afirmou, reconhecendo que cidadãos tendem a culpar o governo pelos próprios problemas financeiros. O presidente deixou claro não querer desestimular o consumo, mas encontrar formas de facilitar o pagamento das dívidas e ensinar as pessoas a administrar melhor o salário, especialmente evitando o uso exagerado do cartão de crédito.
Um momento raro
O ministro Dario Durigan, que substituiu Fernando Haddad após sua saída para disputar as próximas eleições, descreveu o contexto como um “momento raro” para o país. Segundo ele, não é comum um país crescer, gerar empregos, tirar pessoas da pobreza extrema e manter a inflação sob controle ao mesmo tempo.
Durigan destacou que o governo atual realizou mais concessões em infraestrutura e repassou mais recursos a estados e municípios do que outras gestões. “Nosso compromisso é para que o nosso povo viva com qualidade de vida”, resumiu.
Desafios à frente
Entre os desafios do ministério está aumentar a produtividade e inovação no país, o que envolve melhor formação de trabalhadores e a redução da escala de trabalho para dois dias de folga por semana. Durigan também citou a reforma tributária como instrumento que trará mais eficiência ao pagamento de impostos. “No ano que vem, vamos ganhar em racionalidade, eficiência e celeridade na nossa economia”, afirmou, ressaltando que o objetivo é que os trabalhadores entreguem todo seu potencial no tempo de trabalho disponível.




































































































