O senador Eduardo Girão (Novo-CE) comemorou, em pronunciamento no Senado nesta terça-feira (24), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de prorrogar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o parlamentar, a medida atendeu a um pedido de vários congressistas e sinalizou avanço nas investigações da comissão.
Girão destacou que a prorrogação foi uma “vitória inimaginável” após bateu-se recorde nas assinaturas para a extensão dos trabalhos. O senador criticou o que chamou de omissão da Presidência da Casa, que não havia se posicionado sobre o tema. Na decisão, o ministro André Mendonça estabeleceu que, caso o Presidente do Senado não se manifeste em 48 horas, a prorrogação ocorrerá automaticamente.
Investida contra o Banco Master
Durante o discurso, Girão também cobrou a instalação de uma CPI ou CPMI para investigar o Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central. O senador afirmou que reúne assinaturas suficientes entre os 81 colegas para criar a comissão, com 51 senadores já tendo assinado seu requerimento.
Ele enquadrou a situação como “a maior fraude do sistema financeiro da história do Brasil” e questionou por que seria necessário recorrer novamente ao STF para que o pedido avançasse no Senado. A crítica refletiu a frustração com a morosidade legislativa diante de demandas com apoio parlamentar demonstrado.
A fala de Girão ilustra tensões entre os Poderes sobre temas de investigação e controle, com o Judiciário intervenindo para garantir prazos quando órgãos legislativos não se movimentam conforme solicitado pelos congressistas. O episódio também expõe divisões internas sobre prioridades legislativas na Casa.




































































































