O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “injustificável” a decisão da justiça israelense de prolongar a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila. Em declaração oficial, o mandatário expressou profunda preocupação com a postura do governo de Israel, ressaltando que o episódio deve ser alvo de repúdio internacional por ferir princípios fundamentais.
Lula reforçou que a prisão dos integrantes da flotilha Global Sumud configura uma grave afronta ao direito internacional. Em um esforço diplomático conjunto, os governos do Brasil e da Espanha exigem que as autoridades israelenses garantam a integridade física dos detidos e promovam a libertação imediata de todos os envolvidos na missão humanitária.
Entenda o caso e as irregularidades
A justiça de Israel determinou que o brasileiro Thiago Ávila e o ativista espanhol-palestino Saif Abukeshek permaneçam presos ao menos até o próximo domingo (10). Segundo a organização de direitos humanos Adalah, a decisão foi embasada em provas sigilosas, que não foram compartilhadas com as defesas, impedindo o devido processo legal.
As equipes jurídicas que acompanham o caso denunciam a falta de fundamentação para a manutenção da prisão. Além da privação de liberdade, relatos apontam que os ativistas sofreram graves violações durante o período de custódia, incluindo:
- Relatos de tortura física;
- Episódios de espancamentos;
- Violência psicológica constante.
Vale lembrar que os ativistas foram detidos após a interceptação das embarcações da missão humanitária em águas internacionais, próximas à Grécia, na última quarta-feira (29). Desde então, o caso tem gerado uma intensa movimentação diplomática para garantir o retorno dos envolvidos aos seus países de origem.











































































































