Vila Velha (ES) – A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (20), o projeto de lei que oficializa a campanha Setembro em Flor. A iniciativa, que já mobiliza a sociedade civil, ganha agora o respaldo da legislação federal para intensificar o combate aos tumores ginecológicos. O texto segue para análise definitiva no Plenário da Casa.
De autoria da deputada federal Renilce Nicodemos (MDB-PA), a proposta fixa o mês de setembro como o período oficial para ações de conscientização. O objetivo é claro: alertar a população sobre fatores de risco e sintomas precoces. A relatora da matéria na comissão, senadora Ivete da Silveira (MDB-SC), defende que a medida é vital para reduzir tratamentos agressivos e, principalmente, salvar vidas através do diagnóstico antecipado.
Os cânceres que atingem o colo do útero, ovários, vulva e vagina costumam evoluir de forma silenciosa, o que atrasa o início do tratamento especializado. Ivete da Silveira destaca que as desigualdades regionais brasileiras agravam esse cenário, com taxas de mortalidade mais críticas nas regiões Norte e Nordeste. Segundo a senadora, a campanha será um braço estratégico para disseminar informações e estimular o autocuidado em áreas com menor acesso a serviços de saúde.
Em paralelo, a CDH também deu sinal verde para um requerimento da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O foco do debate será a mobilidade urbana para pessoas com deficiência. A audiência pública pretende discutir os obstáculos enfrentados no uso de transporte por aplicativos e a necessidade de tornar as plataformas digitais mais inclusivas, reforçando o compromisso com políticas públicas de acessibilidade.








































































































