Brasília (DF) – O Salão Negro do Congresso Nacional foi palco, na noite desta quarta-feira (20), do relançamento de três romances fundamentais de José Sarney. A coletânea, editada pela Ciranda Cultural, traz de volta ao mercado O Dono do Mar, Saraminda e A Duquesa Vale uma Missa. As obras exploram a diversidade brasileira, indo das minas da Amazônia até as tradições ribeirinhas do Maranhão.
Imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Sarney já soma 123 títulos publicados entre ensaios, contos e crônicas. Durante o evento, o ex-presidente da República definiu sua trajetória através de duas vias complementares: a literatura e a política. Para ele, o hábito da leitura é um companheiro de vida, responsável por ocupar cerca de 20% de sua existência. “Ao nascer, Deus me deu um grande amigo, que foi o livro”, recordou.
Já no campo da vida pública, o escritor afastou a ideia de uma escolha deliberada. “A política não é uma vocação, é um destino”, afirmou Sarney, que ocupou cargos como o governo do Maranhão e a presidência do Senado. O atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ressaltou que a obra do autor é um retrato da identidade do Norte brasileiro, marcada pela dignidade e pela sensibilidade de um intelectual que entende as entranhas do país.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, também participou da cerimônia e traçou um paralelo entre a escrita e a gestão pública. Para ele, ambas exigem a capacidade de “imaginar caminhos” para o futuro da nação. O encontro reuniu figuras como o ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski e o ex-procurador-geral Augusto Aras, consolidando uma noite de celebração à memória política e cultural do Brasil.








































































































