Brasília (DF) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, suspendeu nesta quarta-feira (20) a votação que decidiria o futuro do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Embora 59 parlamentares estivessem presentes no painel, o quórum insuficiente para uma decisão definitiva levou Alcolumbre a retirar o tema da pauta, adiando o processo para uma data futura.
A decisão veio após um debate acalorado no plenário, com senadores como Omar Aziz (PSD-AM) e Weverton (PDT-MA) defendendo o adiamento. Enquanto nomes como Otto Alencar (PSD-BA) manifestaram apoio a Gonçalves, a oposição pressionou para que a votação seguisse — mesmo sem a maioria absoluta de 41 votos necessária para a chancela. Alcolumbre, contudo, manteve o cancelamento, justificando que o prazo para a posse, marcada apenas para 3 de setembro, permite tranquilidade nas tratativas.
Antes de chegar ao plenário, a indicação (OFS 4/2026) passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com facilidade, recebendo 21 votos favoráveis e apenas 5 contrários sob a relatoria de Cid Gomes (PSB-CE). Benedito Gonçalves, que acumula passagens pela Polícia Federal e pelo TRF-2 antes de chegar ao STJ, é visto como um nome técnico para o CNJ, órgão responsável por fiscalizar a conduta e a eficiência do Judiciário em todo o país.











