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República
Justiça

Advogado de Jairinho volta ao júri após infarto no caso Henry Borel

Por Redação / Diário da Nação
28 de maio de 2026
em Justiça
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Baixo Guandu (ES) – O advogado Fabiano Tadeu Lopes, que coordena a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, informou que vai retornar ao 2º Tribunal do Júri ainda esta semana. Ele sofreu um infarto há quatro dias e, mesmo assim, pretende participar do julgamento dos réus acusados da morte de Henry Borel, em março de 2021.

A questão de saúde foi apresentada pela defesa como justificativa para mais um adiamento. A volta de Fabiano Lopes foi confirmada à Agência Brasil, nesta quarta-feira (27), pelo advogado Rodrigo Faucz, que também atua na defesa do Dr. Jairinho.

Fabiano Lopes assinou um termo de responsabilidade — uma espécie de “auto alta médica” — e pretende retornar ao tribunal na quinta-feira (28), com acompanhamento médico. Na segunda-feira (25), a informação havia sido levada à juíza Elizabeth Machado Louro, presidente do Tribunal do Júri, com a indicação de que o advogado tinha 30% da capacidade cardiorespiratória.

Julgamento entra no terceiro dia

Jairinho e a ex-companheira, Monique Medeiros, são acusados pela morte do menino de 4 anos em março de 2021. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, a criança teria sido alvo de agressões por Jairinho e de omissão de responsabilidade por Monique. À época do crime, Jairinho era vereador no Rio de Janeiro, no quinto mandato.

O julgamento chegou ao terceiro dia nesta quarta-feira. A sessão havia começado na segunda, depois de um adiamento em 23 de março, quando a defesa abandonou o júri, alegando falta de acesso às provas. Só que a dinâmica mudou no início da semana: antes do debate de questões do processo, o Dr. Jairinho pediu nova data, argumentando que o advogado então hospitalizado liderava a equipe e era o mais preparado para representá-lo diante dos jurados.

Como parte da manobra, Dr. Jairinho chegou a destituir os demais advogados. A juíza Elizabeth Machado Louro considerou a movimentação protelatória, mas iria encaminhar o pedido por causa de o réu estar sem defesa constituída. Ainda assim, ao condicionar o adiamento à transferência de Jairinho para o presídio Bangu 1, conhecido pela rigidez no tratamento aos custodiados, ele recuou, constituiu novamente a defesa e o julgamento foi iniciado.

Delegados depõem e versão é contestada

O terceiro dia está marcado para começar às 11h desta quarta-feira. A previsão inicial era de 9h, mas a remarcação ocorreu porque os depoimentos do dia anterior duraram mais do que o esperado, chegando a 2 horas da madrugada de quarta-feira.

Nesta terça-feira (26), foram ouvidos os delegados Edson Henrique Damasceno, então titular da delegacia que investigou a morte de Henry, e Ana Carolina Medeiros. No depoimento, Damasceno afirmou que a versão dos réus — de que a criança teria morrido ao cair de uma cama — fazia parte de uma “farsa ensaiada”.

Ele também relatou que mensagens recuperadas do celular da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, ajudaram a polícia a descobrir e confirmar que a mãe tinha conhecimento das agressões.

Acusações e composição do júri

No início, Jairinho e Monique tiveram o mesmo advogado. Hoje, cada um tem uma equipe de defesa. Ao todo, foram arroladas 27 testemunhas entre acusação e defesa, e a decisão ficará a cargo de sete jurados. A expectativa inicial era de que o julgamento durasse cerca de cinco dias.

Dr. Jairinho responde por seis crimes: homicídio qualificado por meio cruel que teria impossibilitado a defesa da vítima; três torturas praticadas contra a criança; fraude processual; coação no curso do processo, entre outros. Monique responde por sete crimes, incluindo homicídio por omissão qualificado e omissão.

Tags: advogadoadvogado fabianoborel baixocaso henrycoordenaGuanduHenry BorelInfartoJairinhojairinho voltajúri apóstadeu lopesTribunal do Júri
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