Brasília (DF) – O mercado brasileiro de medicamentos acaba de ganhar uma nova alternativa para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A Anvisa autorizou, na última segunda-feira (24), o registro do segundo fármaco genérico composto por semaglutida sintética, desta vez sob responsabilidade da Germed Farmacêutica. A decisão foi formalizada por meio de publicação no Diário Oficial da União.
A chegada deste produto ocorre pouco mais de uma semana após a agência reguladora conceder o primeiro registro para uma versão genérica do composto, fabricada pela EMS no dia 17. A semaglutida consolidou-se no cenário clínico devido à sua eficácia no gerenciamento dos níveis de glicose e, consequentemente, ganhou notoriedade por ser o princípio ativo de medicamentos conhecidos globalmente, como o Ozempic e o Wegovy, ambos da Nordisk.
Para o consumidor, a identificação nas prateleiras será simplificada pela ausência de nomes comerciais. O produto será comercializado apenas pelo nome do princípio ativo, trazendo obrigatoriamente a tradicional faixa amarela com a letra G estampada na embalagem, conforme exige a legislação sanitária para medicamentos genéricos.
O rigor no acesso ao medicamento permanece inalterado. A venda exige a apresentação de receita médica em duas vias: uma delas será obrigatoriamente retida pelo estabelecimento farmacêutico, enquanto a segunda, após devidamente carimbada, permanece com o paciente para acompanhamento do tratamento.
O armazenamento exige atenção constante. O fabricante indica que a solução deve ser mantida sob refrigeração, em temperaturas que variam entre 2°C e 8°C. Essa regra de conservação é absoluta, valendo tanto para o período anterior ao início do uso quanto durante todo o curso do tratamento.
A Germed disponibilizou diferentes apresentações para atender às necessidades específicas das prescrições. O catálogo aprovado pela Anvisa inclui caixas com 1,5 ml, contendo uma caneta aplicadora e seis agulhas, voltadas a ciclos iniciais. Para tratamentos que exigem continuidade, estão disponíveis opções de 3 ml, que podem vir em embalagens com duas canetas de 1,5 ml cada — acompanhadas de dez agulhas — ou uma única caneta de maior capacidade, configurada para quatro aplicações.
A linha é completada por uma apresentação de 6 ml, composta por duas canetas de 3 ml cada, totalizando oito agulhas para o manuseio. Com a entrada de um segundo player no setor de genéricos, o cenário deve promover maior competitividade e, possivelmente, uma alternativa mais acessível para pacientes que dependem da medicação injetável para manter o equilíbrio metabólico.












