Brasília (DF) – O prazo para que graduados busquem condições diferenciadas na quitação de seus débitos junto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) encerra-se em 16 de setembro. Sob a égide do programa Desenrola Fies 2026, a iniciativa foca em flexibilizar o pagamento de contratos firmados antes de 2018, oferecendo abatimentos e prazos adaptados à realidade financeira de cada beneficiário.
Para formalizar a adesão, o procedimento deve ser conduzido diretamente com a entidade bancária que detém a gestão do contrato: o Banco do Brasil ou a Caixa. A instituição disponibiliza seus canais digitais para a formalização do acordo, evitando que o ex-estudante precise se deslocar fisicamente até uma agência. Como cada contrato possui particularidades, as condições de negociação são personalizadas conforme a situação específica de cada pendência.
O Fies funciona como uma porta de entrada para o ensino superior privado, permitindo que o aluno curse a graduação com a promessa de restituição posterior dos valores ao governo. Findo o período de estudos, inicia-se a fase de amortização, onde o saldo devedor — composto pelo montante principal acrescido de juros módicos — deve ser quitado de maneira compatível com a capacidade de pagamento do profissional já inserido no mercado de trabalho.
Nem todos, porém, estão elegíveis para essa rodada de negociações. O programa restringe a participação aos contratos assinados até 2017 e que já estivessem na etapa de amortização em 4 de maio de 2026. A medida atende tanto aqueles que mantêm seus pagamentos em dia quanto os que acumularam parcelas em atraso. Estudantes que figuram em órgãos de proteção ao crédito por conta do financiamento são beneficiados de forma direta: após a formalização do acordo e o devido pagamento da parcela de entrada, o nome do contratante e, se houver, o de seus fiadores, deve ser retirado dos cadastros de inadimplentes.
Por outro lado, o programa exclui explicitamente os contratos celebrados a partir de 1º de janeiro de 2018. Também permanecem fora desta janela de oportunidade aqueles que ainda se encontram nas fases de utilização do financiamento ou em período de carência. A regra é clara: apenas quem já concluiu o fluxo de estudos e ingressou na fase de amortização, respeitando a data de corte mencionada, pode usufruir das facilidades oferecidas agora.
Manter o compromisso com o Fies é, para muitos, um desafio de longo prazo. A iniciativa busca justamente oxigenar essas contas, permitindo que ex-estudantes limpem seu histórico financeiro enquanto o governo recupera parte dos recursos investidos na educação superior brasileira. Aos interessados, resta pouco mais de um mês para realizar o procedimento e evitar que os juros continuem a corroer o planejamento orçamentário pessoal.











