São Paulo (SP) – O cenário epidemiológico do sarampo em São Paulo apresentou uma nova mudança nesta quinta-feira (27). A Secretaria de Estado da Saúde contabilizou 26 casos da doença em 2026, após a confirmação de três infecções inéditas registradas na capital paulista. O ponto de atenção reside no perfil dos novos diagnosticados: nenhum deles possuía histórico de vacinação.
Os pacientes que compõem esta atualização recente são dois bebês — um menino e uma menina, ambos com menos de um ano de idade — e uma mulher de 30 anos. A concentração da doença permanece majoritariamente urbana. Do total acumulado no estado, 23 ocorrências estão centralizadas na capital. Os outros três casos estão espalhados pela região metropolitana, com duas confirmações em São Bernardo do Campo e uma em Guarulhos.
A análise dos dados revela que o abandono ou a falha na adesão ao calendário vacinal é o principal motor da circulação do vírus. Pelo menos 19 das pessoas infectadas até o momento não haviam recebido qualquer dose do imunizante ou apresentavam o esquema vacinal incompleto. Essa lacuna de proteção é o que permite que o sarampo encontre brechas para avançar entre diferentes faixas etárias.
Mobilização nas unidades de saúde
Para conter o avanço dessas notificações, o governo estadual mantém uma campanha ativa de imunização. O cronograma segue até o dia 1º de setembro e prioriza as cidades onde a incidência é maior: São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Nestas regiões, a vacinação está aberta a um público amplo, que compreende pessoas entre 6 meses e 59 anos de idade. A regra é clara para quem busca proteção: a aplicação da dose ocorre independentemente de registros anteriores de vacina na carteirinha. O imunizante está disponível sem qualquer custo à população diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios citados.
A vacinação permanece como a única estratégia eficaz para interromper a cadeia de transmissão, especialmente em locais com alta densidade demográfica, onde o contato entre indivíduos facilita a propagação de doenças respiratórias virais. A orientação das autoridades é para que pais, responsáveis e adultos busquem a rede municipal de saúde para regularizar sua situação o quanto antes, evitando a exposição desnecessária ao vírus.












