Brejetuba (ES) – Entre 2016 e 2025, o Sistema Único de Saúde registrou 330 mil internações de crianças com menos de dez anos em decorrência de acidentes com quedas, o que representa uma média anual de 33 mil casos. Os números foram consolidados a partir do Sistema de Informações Hospitalares e revelam que o problema exige vigilância constante de pais e responsáveis.
A faixa etária entre 5 e 9 anos concentrou o maior volume de ocorrências na última década, somando 193,8 mil hospitalizações. Nessa fase, o aumento da mobilidade para corridas, esportes e brincadeiras em parques contrasta com o desenvolvimento ainda em curso das habilidades de equilíbrio e coordenação motora.
Em seguida aparecem as crianças de 1 a 4 anos, com 110,1 mil registros de internação no mesmo período. Já entre os bebês com menos de 1 ano, o total chegou a 26,7 mil casos, com destaque para 3,7 mil episódios de quedas diretamente relacionadas a leitos.
Em termos geográficos, São Paulo lidera o indicador nacional com 71,7 mil notificações entre 2016 e 2025. Minas Gerais ocupa a segunda posição com 33,4 mil registros, seguido pela Bahia, que contabilizou 27,2 mil episódios no intervalo analisado.
Outros estados também registraram volumes expressivos de hospitalizações: Paraná com 25,7 mil, Ceará com 20,3 mil, Santa Catarina somando 16,9 mil, Rio Grande do Sul com 16,6 mil, Rio de Janeiro registrando 14,3 mil e o Pará com 14,2 mil casos.
Especialistas apontam que a grande maioria desses episódios pode ser evitada com a identificação prévia de riscos em ambientes domésticos e escolares, adaptando o espaço conforme o estágio de desenvolvimento da criança.
Para bebês com até 1 ano, a recomendação principal é jamais deixá-los desacompanhados em superfícies elevadas, como camas, sofás e trocadores. O uso do chão com proteção adequada é o mais indicado, além de cuidado redobrado ao transitar por escadas.
Na faixa de 1 a 4 anos, a instalação de telas de proteção em janelas e sacadas torna-se indispensável, assim como o afastamento de móveis desses vãos. O uso de triciclos ou patinetes deve ocorrer sempre com equipamentos de segurança e em áreas longe do tráfego de veículos.
Para o grupo de 5 a 9 anos, a supervisão ativa em árvores, lajes e muros é fundamental. O uso de celulares durante caminhadas e brincadeiras em movimento precisa ser evitado para afastar distrações que facilitem novas ocorrências.











