Rio de Janeiro (RJ) – O Brasil largou na frente na preparação para a Copa do Mundo Feminina do próximo ano. Ao conhecer antecipadamente o roteiro de cidades e estádios que receberão o time na fase de grupos e no mata-mata, o técnico Arthur Elias obteve uma peça fundamental para o planejamento da equipe. A definição, confirmada nesta quinta-feira (20), permite que a comissão técnica antecipe estratégias de deslocamento e treino.
Para Elias, o cenário é promissor. O treinador destacou que a logística montada favorece o descanso das atletas, especialmente se o Brasil confirmar a liderança do Grupo A. O primeiro lugar na chave garante um dia extra de preparação tanto para a semifinal quanto para uma eventual final, uma margem que pode ser decisiva em competições de tiro curto.
O roteiro começa com uma estreia de peso: o Maracanã recebe o jogo inaugural em 24 de junho. Cinco dias depois, a seleção segue para a Neo Química Arena, em São Paulo, e encerra a primeira fase no Mané Garrincha, em Brasília, no dia 4 de julho. É um retorno simbólico ao Rio de Janeiro; a equipe não pisa no Maracanã desde a semifinal olímpica de 2016.
Caso confirme o favoritismo e avance em primeiro, o Brasil percorrerá um caminho desenhado pelo Nordeste e Sudeste: oitavas de final na Arena Castelão, em Fortaleza, no dia 10 de julho; quartas de final no Mineirão, em Belo Horizonte, no dia 16; e a semifinal novamente na capital paulista. Já a classificação em segundo lugar alteraria a rota, com jogos no Mineirão (11 de julho), Fortaleza (17 de julho) e semifinal no Maracanã (21 de julho). A decisão do título está marcada para o dia 25 de julho, novamente no estádio carioca.
O otimismo do comando técnico se sustenta em um histórico recente positivo nos gramados escolhidos. Em São Paulo, o Brasil acumula seis vitórias consecutivas na Neo Química Arena, incluindo um 2 a 1 contra os Estados Unidos em junho deste ano. Em Brasília, a invencibilidade é absoluta: sete triunfos e dois empates. O treinador, que construiu uma carreira vitoriosa no futebol paulista, vê na Neo Química Arena um trunfo para encaminhar a classificação antecipada.
Elias projeta que a experiência no Maracanã durante o torneio possa quebrar barreiras institucionais. O objetivo é que, após o Mundial, a casa do futebol brasileiro passe a ser um palco frequente para a seleção feminina. O teste inicial servirá, antes de tudo, para o grupo se familiarizar com o gramado e sentir o peso da torcida em um estádio que, caso as metas sejam cumpridas, poderá abrigar a consagração final da equipe.

































































































