Espírito Santo (ES) – O cenário político capixaba para o executivo estadual segue em aberto. Após a apuração total das urnas neste domingo (4), ficou confirmado que o comando do governo do Espírito Santo será decidido apenas no segundo turno, em um confronto direto entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB).
A corrida eleitoral no primeiro turno terminou sem que qualquer um dos concorrentes alcançasse a margem de 50% mais um dos votos, patamar exigido pela legislação para definir o vencedor ainda nesta etapa. Com o fechamento das urnas, os números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidaram a liderança de Pazolini, que alcançou 49,65% da preferência do eleitorado, totalizando 1.048.633 votos.
Ricardo Ferraço garantiu sua vaga na etapa decisiva ao conquistar a segunda posição no pleito, somando 34,06% dos votos válidos, o que corresponde a 719.397 apoios. O distanciamento entre os dois candidatos coloca o foco das estratégias de campanha nas próximas semanas, já que o eleitorado agora se concentra em duas alternativas distintas para o governo.
A definição dos nomes que avançaram à fase final ocorreu em um ambiente de disputa que contou com outros três nomes na urna. Helder Salomão (PT) terminou a contagem com 15,32% dos votos. Já as candidaturas de Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP) registraram, respectivamente, 0,85% e 0,13% do total de sufrágios.
A obrigatoriedade de um segundo turno impõe um novo calendário para as coligações. Com a data marcada para o dia 25 de outubro, as campanhas entram em um período curto de mobilização intensa para tentar converter os votos que foram destinados aos candidatos eliminados nesta rodada, além de buscar a redução da abstenção e o convencimento dos eleitores que optaram pelo voto branco ou nulo.
O sistema eleitoral brasileiro, que exige a maioria absoluta para a vitória no primeiro turno em pleitos majoritários de estados, cumpre aqui sua função de filtrar as escolhas da população em dois tempos. O pleito de 25 de outubro será, portanto, o momento final para os capixabas decidirem entre Pazolini e Ferraço quem conduzirá o Poder Executivo estadual pelos próximos quatro anos.











