Hangzhou, China – A rota rumo aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028, ganhou um capítulo crucial na China. No último sábado, dia 13, a seleção brasileira masculina de goalball deu um show de autoridade ao atropelar a Ucrânia por 7 a 1 pelas quartas de final do Campeonato Mundial, disputado na cidade de Hangzhou. Mais do que a classificação para a semifinal, o resultado serviu como um acerto de contas histórico.
Os ucranianos haviam sido os algozes do Brasil na semifinal dos Jogos de Paris, em 2024, quando a equipe verde-amarela acabou com a medalha de bronze. Desta vez, a história foi diferente. Os gols da vitória foram marcados justamente pelos quatro atletas que estiveram no pódio em solo francês: André balançou as redes três vezes, Leomon marcou duas, enquanto Parazinho e Paulo fecharam a conta.
O caminho rumo à decisão
Agora, o desafio é contra os donos da casa. O Brasil enfrenta a China neste domingo, às 4h (de Brasília), reeditando a última final do torneio. Quem vencer o confronto não apenas avança para disputar o título, mas também carimba o passaporte direto para a próxima Paralimpíada. A transmissão ao vivo do duelo decisivo fica a cargo do canal oficial da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA) no YouTube.
Donos de uma hegemonia incontestável, os brasileiros ostentam o status de maiores vencedores da história do torneio, carregando um tricampeonato mundial na bagagem. O objetivo agora é assegurar a vaga olímpica para buscar o segundo ouro de sua trajetória — o primeiro foi conquistado em Tóquio, em 2021.
Como funciona a modalidade
Para quem acompanha de fora, o goalball impressiona pela dinâmica de silêncio e precisão. Disputado por atletas com deficiência visual, o jogo conta com três jogadores de cada lado. Para garantir a igualdade total na quadra, todos atuam vendados, o que impede que atletas com baixa visão tenham vantagem sobre os totalmente cegos. O jogo se desenvolve em dois tempos de 12 minutos, mas pode ser encerrado antes caso um time abra dez gols de vantagem. O grande segredo é a bola, que traz guizos em seu interior para que os defensores possam rastrear o trajeto do arremesso apenas pelo som.
Cenário oposto no feminino
Enquanto os homens celebravam, a seleção feminina teve um desfecho doloroso em Hangzhou. Também pelas quartas de final, as brasileiras enfrentaram a Turquia, atual campeã paralímpica e mundial. Após um empate tenso por 4 a 4 no tempo regulamentar — com gols de Victória Amorim, que marcou duas vezes, Jéssica e Moniza —, o confronto foi decidido nas cobranças de pênaltis. Nessa dinâmica de um contra um, as turcas foram mais precisas e venceram por 3 a 2.
Apesar da eliminação precoce, o sonho de disputar os Jogos de Los Angeles não terminou para as brasileiras. O grupo terá uma nova chance de garantir a vaga paralímpica durante os Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, em 2027.








































































































