Bend, Estados Unidos – O tiroteio registrado em uma escola de ensino fundamental na cidade de Bend, no Oregon, resultou na morte de três crianças, de 5, 8 e 11 anos, além de um professor. O atirador também foi morto no local, abatido por um membro da comunidade que estava armado e perseguiu o agressor para dentro das dependências do colégio. Outro aluno, de 7 anos, e um professor seguem internados em estado grave após serem atingidos pelos disparos.
Enquanto o país processa a tragédia, a administração federal reavaliou uma decisão polêmica: a execução de Nidal Hassan não será transmitida publicamente. O presidente Donald Trump, que anteriormente defendeu a exibição do ato para demonstrar como o governo enfrenta terroristas, voltou atrás. A mudança de curso ocorreu após o mandatário reconhecer que parcelas significativas da população prefeririam não assistir à morte do condenado.
Fora dos Estados Unidos, a agitação social ganha contornos de crise em diferentes capitais europeias. Em Tirana, na Albânia, os protestos contra o primeiro-ministro Edi Rama alcançaram o quarto dia consecutivo. O conflito escalou para confrontos diretos nas ruas, com manifestantes arremessando objetos e danificando prédios públicos, enquanto forças de segurança tentavam dispersar a multidão utilizando canhões de água.
A revolta albanesa, iniciada por um movimento estudantil, aponta para uma combinação de denúncias: corrupção governamental, abandono das políticas educacionais e a controversa venda de trechos do litoral para a exploração imobiliária de luxo.
O descontentamento parece atravessar fronteiras. Na França, as mobilizações por reformas no ensino completam um mês ininterrupto de pressão sobre o governo. O cenário se repete na Itália, onde estudantes ocuparam as ruas de Roma para exigir investimentos no sistema educacional e melhores condições nas salas de aula.
A tensão na capital italiana atingiu o ápice diante da sede do Ministério da Educação. Protegido por um esquema rigoroso de segurança, o edifício foi alvo de fogos de artifício lançados pelos manifestantes. O movimento europeu, embora diverso em motivações específicas, compartilha a demanda por uma resposta estatal imediata frente à precarização do ensino.








