O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) uniram forças para lançar a iniciativa “24 Horas pelo Glaucoma – 24 Dias de Cuidado”. A campanha, que ocorre durante todo o mês de maio, visa conscientizar a população sobre os perigos desta condição, que é a principal causa mundial de cegueira irreversível.
Para ampliar o alcance da mensagem, a estratégia inclui a criação de materiais informativos e uma série de podcasts especializados. O conteúdo é direcionado a médicos, gestores de saúde e ao público leigo, abordando pilares fundamentais como fatores de risco, a importância da adesão ao tratamento, o uso adequado de colírios e o combate persistente à desinformação médica.
O desafio do diagnóstico silencioso
O grande perigo do glaucoma reside na sua característica silenciosa: a doença não apresenta sintomas nas fases iniciais, sendo frequentemente detectada apenas quando danos visuais já se tornaram permanentes. No Brasil, estima-se que 1,7 milhão de pessoas vivam com a patologia, tornando o diagnóstico tardio um dos maiores obstáculos para a saúde pública no país.
Os especialistas destacam grupos que exigem atenção redobrada para o rastreamento da doença:
- Pessoas com histórico familiar positivo para glaucoma;
- Indivíduos com idade superior a 40 anos;
- Pacientes com alta miopia;
- Pessoas de ascendência negra ou asiática.
O CBO ressalta que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte completo, desde o diagnóstico inicial até o fornecimento de colírios e a realização de procedimentos cirúrgicos. Embora o número de exames realizados pelo SUS tenha crescido 65% entre 2019 e 2025, superando 12 milhões de atendimentos, ainda existem disparidades regionais significativas no acesso aos cuidados oftalmológicos no Brasil.







































































































