Serra (ES) – O Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado nesta quinta-feira (17), traz uma reflexão urgente sobre o cuidado em saúde. Sob o tema focado nas enfermidades não transmissíveis, o debate abrange todo o espectro do atendimento: da prevenção inicial ao diagnóstico, passando por tratamentos complexos, reabilitação e cuidados paliativos.
O cenário é alarmante. Estimativas apontam que as doenças crônicas respondem por 74% de todos os óbitos registrados mundialmente. Estamos falando de um grupo que impacta bilhões de indivíduos e exige vigilância constante. Condições como o câncer, diabetes, males cardiovasculares e patologias respiratórias crônicas não respeitam faixas etárias e impõem uma rotina de acompanhamento médico que, muitas vezes, estende-se por toda a vida.
A gestão dessas enfermidades tornou-se uma prioridade global na agenda das Nações Unidas. A diretriz é clara: fortalecer a prevenção e o manejo de longo prazo. O objetivo central é garantir que, em meio a essa maratona de cuidados, o paciente receba um atendimento seguro, eficaz e de qualidade.
No Brasil, o Ministério da Saúde defende o protagonismo de quem é tratado. O paciente, ou seu familiar, deve ser um agente ativo no processo terapêutico. Na prática, isso significa questionar sem hesitação: qual o propósito daquela intervenção? Quais são os medicamentos envolvidos e quais efeitos colaterais demandam alerta imediato? Quando será o próximo retorno e a quem recorrer se o quadro piorar?
A clareza é a ferramenta mais eficaz contra o erro. Se o jargão médico soar confuso, não há problema em pedir uma nova explicação. A linguagem deve ser simples, direta e compreensível. O ministério aconselha que, sempre que possível, o paciente se faça acompanhar por uma pessoa de confiança nas consultas. Ter um aliado ajuda a memorizar as orientações e a manter o histórico do tratamento organizado.
O acompanhamento recorrente não é apenas burocracia, é estratégia clínica. É através das consultas regulares que a equipe de saúde avalia se o tratamento está funcionando ou se ajustes precisam ser feitos no percurso. Essa continuidade é o que define o sucesso entre diferentes serviços de saúde.
Em episódios de emergência ou quando ocorre uma piora súbita do quadro clínico, a recomendação oficial é buscar auxílio médico sem perda de tempo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) segue disponível pelo número 192 para casos que exijam resposta rápida.












