Venda Nova do Imigrante (ES) – Um total de 9.904 exames moleculares de rastreio de HPV realizados pela rede pública de saúde apontou a presença do subtipo de alto risco do vírus, ligado diretamente ao desenvolvimento de tumores no colo do útero. Os dados compreendem o período desde a introdução da tecnologia na rotina de atendimento.
Recomendado pela Organização Mundial da Saúde desde 2013, o procedimento baseado em DNA-HPV passou a integrar o Sistema Único de Saúde no início do ano. A estratégia marca a transição gradual para substituir o método tradicional do Papanicolau.
A eficácia do teste molecular reside na capacidade de acusar a infecção viral antes que ocorram alterações celulares precursoras da doença. Essa precisão amplia as margens de prevenção e intervenção médica precoce.
Investigações conduzidas pelo Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Universidade Estadual de Campinas no município paulista de Indaiatuba demonstraram um ganho expressivo no fator temporal. A tecnologia antecipou em uma década o diagnóstico da patologia.
Com o Papanicolau, a faixa etária média de rastreamento situava-se em 49,3 anos. Já por meio da testagem de DNA, o patamar caiu para 39,6 anos entre as pacientes avaliadas.
A implantação do protocolo abrange 26 unidades federativas atualmente. Apenas o Espírito Santo ainda não concluiu a transição, com previsão de recebimento dos insumos no decorrer deste ano.
Projeções do Instituto Nacional de Câncer indicam a possibilidade de 19,3 mil novos diagnósticos anuais da doença no Brasil até 2028. Atualmente, a neoplasia ocupa a terceira posição entre os tumores mais frequentes no público feminino nacional, embora atinja taxas de cura superiores a 95% quando identificada em fases iniciais.











