São Paulo (SP) – O Teatro Cultura Artística foi palco, na última quinta-feira (29), do encerramento da 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Em meio às celebrações de meio século de trajetória, o júri oficial — composto por Ali Asgari, Boots Riley, César Augusto Acevedo e Laís Bodanzky — elegeu o longa colombiano Cinco Anos, Quatro Meses como o grande vencedor na categoria de melhor ficção. Dirigida por Esteban Hoyos García e Juan Miguel Gelacio, a obra narra a trajetória de Martha, uma mulher que enfrenta o desaparecimento do filho em meio ao conturbado cenário do conflito armado na Colômbia.
A edição deste ano consolidou o festival como um dos maiores eventos culturais do país, exibindo 394 títulos procedentes de mais de 90 nações. A programação ocupou 57 salas e espaços culturais espalhados por São Paulo. Os vencedores foram definidos a partir de uma seleção que passou pelo crivo de críticos, especialistas e, na categoria Novos Diretores, pela votação popular.
Entre os demais reconhecimentos do júri, o documentário O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada, foi eleito o melhor do gênero, enquanto Fernanda Tovar levou o troféu de melhor direção por Chicas Tristes. Este último título também conquistou a preferência da crítica como o melhor filme internacional, reforçando o destaque da realizadora na temporada.
A participação do público também deixou sua marca no encerramento. Na categoria de documentários brasileiros, o eleito foi Fernanda, de Pedro Waddington. Já nos longas de ficção nacionais, o público dividiu o favoritismo entre Feito Pipa, de Allan Deberton, e 100 Dias, de Carlos Saldanha. O título O Sentido da Vida, de Ryūsuke Hamaguchi, foi o favorito dos espectadores como melhor ficção internacional, e O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas repetiu o êxito ao levar o prêmio do público de documentário internacional.
A diversidade de olhares foi um dos pilares da premiação deste ano. O Prêmio da Crítica para melhor filme brasileiro foi entregue a Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco. Outros destaques incluíram Talismã, de Thais Fujinaga, agraciado com o Prêmio Netflix, e A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr., vencedor do Prêmio Projeto Paradiso. O Prêmio Brada de direção de arte foi para O Julgamento de Hein, enquanto as produções Eu Planto Minha Mão no Jardim e London foram reconhecidas pelo Prêmio Prisma Queer.
Por fim, a organização prestou homenagens especiais. O Prêmio Humanidade foi concedido a Marco Bechis, enquanto o Prêmio Leon Cakoff celebrou a contribuição de James Gray, Paulo Branco e S.S. Rajamouli ao cinema mundial.












